Pesquisadores da University of Georgia, por meio do Southeastern Cooperative Wildlife Disease Study, analisaram urubus-de-cabeça-preta mortos coletados em 2022 e 2023. A equipe testou 134 aves de sete estados e relatou que mais de 84% deram positivo para a influenza H5N1.
A autora principal afirmou que as carcaças testadas "podem representar dezenas ou centenas de milhares de urubus-de-cabeça-preta". Os pesquisadores explicam que o comportamento necrófago dos urubus ajuda a manter o vírus circulando além da temporada normal de gripe aviária, o que preocupa os cientistas.
Trabalhos anteriores indicam que cerca de metade dos urubus infectados sobrevive e que os sobreviventes apresentam anticorpos. O estudo ressalta riscos para espécies raras, lembrando o surto que matou condores-da-califórnia em 2023. A pesquisa foi publicada na Scientific Reports.
Palavras difíceis
- pesquisador — pessoa que faz investigação científicaPesquisadores
- carcaça — corpo morto de um animalcarcaças
- necrófago — que se alimenta de carne de animal morto
- circular — espalhar-se entre animais ou lugarescirculando
- temporada — período do ano com evento repetido
- anticorpo — proteína do corpo que combate infecçõesanticorpos
- surto — aumento rápido de casos de doença
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Como você acha que a circulação do vírus por urubus pode afetar espécies raras, como os condores-da-califórnia? Explique em duas frases.
- Que medidas simples poderiam ajudar a proteger espécies raras de um surto de gripe aviária? Dê uma ou duas sugestões.
- Se você encontrasse várias aves mortas numa área natural, o que faria primeiro? Por quê?
Artigos relacionados
Sensor vestível detecta anticorpos em 10 minutos
Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh criaram um biossensor vestível que detecta anticorpos de vírus em 10 minutos sem punção venosa. O trabalho foi publicado na revista Analytical Chemistry e mede anticorpos no fluido intersticial.
Fermentação melhora o gosto de alimentos com algas
Um estudo mostrou que fermentar a alga castanha Alaria esculenta torna produtos como queijo cremoso e pasta mais agradáveis. Produtos com algas fermentadas tiveram sabor mais suave, odor reduzido e textura mais firme, segundo testes com consumidores.
Algoritmos revelam como propano vira propileno
Pesquisadores da University of Rochester criaram algoritmos que mostram, ao nível atômico, como catalisadores nanométricos transformam propano em propileno. A descoberta explica crescimento de óxido em sítios metálicos e pode ajudar outras reações industriais.
Simulação de quase-morte em realidade virtual reduz medo da morte
Um pequeno estudo piloto com estudantes mostrou que uma sessão breve de realidade virtual baseada em relatos de quase-morte reduziu a ansiedade em relação à morte. Os pesquisadores planejam ampliar o estudo, mas pedem cautela.