Uma análise conjunta do ISC, do IAP e do SCGES usou dados de 136 academias científicas e uma sondagem com quase 600 cientistas. O estudo concluiu que as mulheres representavam cerca de 19% dos membros em 2025, um aumento face aos 12% em 2015, mas o progresso foi descrito como muito limitado e estagnado nos últimos cinco anos.
Apesar de muitas organizações afirmarem eleger por mérito académico, o relatório aponta que redes informais ainda influenciam quem é apresentado às funções de liderança. Apenas uma em cada cinco academias era presidida por uma mulher e quase metade não tinha mulheres como vice-presidentes ou co-presidentes. As mulheres eram 2,5 vezes mais propensas a relatar discriminação ou assédio e tinham menos confiança nos mecanismos para tratar má conduta.
O relatório recomenda incorporar igualdade de género na governação, no orçamento e na estratégia, com planos claros, responsabilização e financiamento. Cerca de dois terços das academias têm documentos de política sobre género, pouco mais da metade realizou iniciativas e menos de 10% dispõe de um orçamento dedicado.
Palavras difíceis
- análise — exame cuidadoso de dados e informação
- sondagem — pergunta ou inquérito para recolher opinião
- estagnar — parar de avançar ou melhorarestagnado
- discriminação — trato injusto contra uma pessoa ou grupo
- assédio — comportamento ofensivo ou abusivo repetido
- incorporar — incluir oficialmente como parte de algo
- responsabilização — ação de tornar alguém responsável por decisões
- orçamento — plano de gastos e receitas de uma organização
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Por que é importante que as academias tenham um orçamento dedicado para políticas de género?
- Que ações práticas as academias podem tomar para aumentar a presença de mulheres na liderança?
- As redes informais podem ser úteis e ao mesmo tempo injustas? Dê um exemplo e explique.
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