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IA ajuda jovens a ter informação em saúde sexual — Nível B2 — a young boy standing against a yellow wall looking at a tablet

IA ajuda jovens a ter informação em saúde sexualCEFR B2

8/12/2025

Adaptado de Agustín Gulman, SciDev CC BY 2.0

Foto de Nikolay Likomanov, Unsplash

Nível B2 – Intermediário-avançado
6 min
316 palavras

Organizações e pesquisadoras na América Latina estão a usar inteligência artificial para ampliar o acesso a informação sobre saúde sexual e reprodutiva, com foco em jovens e populações marginalizadas. No Peru, a obstetra Ana Miluzka Baca Gamarra criou o TeleNanu, um chatbot em quéchua desenvolvido na University of San Martín de Porres. O sistema combina IA generativa com um modelo de aconselhamento estruturado em cinco etapas e foi treinado por parteiras com diretrizes da Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde do Peru e literatura científica revisada por pares. A plataforma fornece respostas baseadas em evidências e pode encaminhar para aconselhamento humano quando necessário.

Nos últimos 12 meses, o TeleNanu atendeu mais de 88.000 consultas em quéchua e espanhol, incluindo algumas de fora do país. Em outubro, a ONG APROPO lançou o NOA, uma ferramenta de IA generativa disponível no WhatsApp, na web e em redes sociais; segundo a ONG, o NOA foi treinado com dados locais e internacionais fidedignos e tem a ambição de alcançar 100.000 adolescentes até 2026, usando estratégias digitais em áreas de alta necessidade.

Essas iniciativas respondem a indicadores de saúde pública: foram reportados mais de 8.000 novos casos de VIH em 2024, com adultos jovens na faixa dos 20 anos mais afetados; 12% dos nascimentos foram de mães entre os 10 e os 19 anos; e a mortalidade materna adolescente está a subir. Especialistas e ativistas alertam para desafios importantes, como acesso desigual, falta de dados diversos e éticos, e o risco de reprodução de discriminação histórica, por exemplo contra pessoas trans. Pesquisadores do CIECTI, na Argentina, testaram grandes modelos de linguagem, encontraram respostas estigmatizantes e lacunas clínicas, e desenvolveram uma ferramenta para classificar danos. Marcelo Risk, do Conicet, considerou o viés nos dados de treino central e pediu supervisão humana; outros especialistas defendem ligar a ciência aos sistemas de saúde e envolver as comunidades no desenho e na avaliação.

Palavras difíceis

  • inteligência artificialsistemas que executam tarefas com processos automatizados
  • IA generativasistemas que criam textos, imagens ou respostas novas
  • diretrizorientação oficial para práticas ou políticas
    diretrizes
  • fidedignoconfiável e baseado em informação verdadeira
    fidedignos
  • viéstendência que distorce resultados ou julgamentos
  • estigmatizanteque provoca julgamento negativo ou discriminação social
    estigmatizantes
  • encaminharenviar alguém para outro serviço ou profissional

Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.

Perguntas para discussão

  • Que vantagens e riscos vê na utilização de IA generativa para informação sobre saúde sexual e reprodutiva?
  • Como as comunidades marginalizadas poderiam ser envolvidas no desenho e avaliação dessas ferramentas?
  • Que medidas práticas seriam úteis para reduzir o viés nos dados de treino e aumentar a supervisão humana?

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