Pesquisadores liderados por Scott Carver, da University of Georgia, publicaram um estudo no Journal of Zoology para investigar a função das fezes em forma de cubo dos wombats. Estudos anteriores, também com Carver, mostraram que o formato do intestino e do corpo produz excrementos quadrados.
A equipe encontrou um órgão vomeronasal no crânio, que indica olfato aguçado. Para identificar sinais químicos, analisaram as fezes com cromatografia gasosa e espectrometria de massa e detectaram misturas químicas distintas.
Em um experimento, pesquisadores moveram fezes de uma latrina distante para outra e filmaram. Os wombats investigaram mais as latrinas com fezes de não residentes. Os autores sugerem que esses sinais químicos podem indicar identidade, sexo, idade ou estado reprodutivo.
Palavras difíceis
- excremento — resíduo corporal eliminado pelo intestinoexcrementos
- vomeronasal — órgão do sistema olfativo que detecta cheiros
- crânio — estrutura óssea que protege o cérebro
- olfato — sentido usado para perceber cheiros
- cromatografia gasosa — técnica para separar componentes químicos
- espectrometria de massa — método para identificar substâncias por massa
- mistura — combinação de duas ou mais substânciasmisturas
- latrina — lugar onde animais deixam fezeslatrinas
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Por que você acha que fezes em forma de cubo podem ser importantes para os wombats?
- Como sinais químicos nas fezes podem ajudar os animais a reconhecer outros indivíduos?
- Você já viu ou ouviu falar de outros animais que usam o cheiro para comunicação? Dê um exemplo.
Artigos relacionados
Traços celulares ajudam mangues a tolerar água salgada
Pesquisadores estudaram mangues e parentes e acharam que células menores e paredes celulares mais espessas ajudam as plantas a resistir a inundações por água salgada. O trabalho pode orientar engenharia de plantas tolerantes ao sal.
Oxitocina aumenta em jogos de futebol entre grupos
Investigadores da Universidade de Zurique mediram oxitocina em jogadores Tsimane na Amazónia boliviana. Os níveis subiram mais após jogos contra rivais familiares e também quando jogaram contra não‑Tsimane; houve diferenças entre homens e mulheres.
Connie Nshemereirwe e a ciência em África
Connie Nshemereirwe, especialista em avaliação educacional e ex‑engenheira, defende que a agenda de investigação em África deve surgir das bases. Fala também sobre comunicação científica e sobre as consequências do encerramento das escolas durante a pandemia.