Pesquisadores liderados por Marc Jacob, cientista político da University of Notre Dame e do Polarization Research Lab, publicaram um estudo em PNAS Nexus sobre o uso de ataques pessoais por membros do Congresso. A pesquisa investiga se esse tipo de retórica traz benefícios como visibilidade, fundos ou sucesso na votação de leis.
A equipe fez uma análise do 118th US Congress (3 de janeiro de 2023 a 3 de janeiro de 2025). Vincularam um conjunto de dados de 2,2 milhões de declarações públicas a registros de cobertura midiática, financiamento de campanha e resultados eleitorais, e usaram um modelo de linguagem para distinguir debate de políticas de ataques pessoais.
Resultados mostram que ataques pessoais são 2,7 vezes mais frequentes entre republicanos e 1,3 vezes mais na Câmara que no Senado. Uma pequena parcela de membros ganha muita atenção na TV a cabo e nas redes sociais, mas não há correlação com maior arrecadação, margens de voto ou sucesso legislativo. Atacantes coassinam menos projetos e têm menos designações em comissões. Autores alertam para o risco de uma economia de atenção que recompensa conflito.
Palavras difíceis
- pesquisador — pessoa que faz estudos científicos ou acadêmicosPesquisadores
- retórica — linguagem usada para convencer ou atacar alguém
- visibilidade — grau de atenção pública ou presença na mídia
- arrecadação — dinheiro recebido para campanhas ou atividades
- coassinar — assinar um documento junto com outro autorcoassinam
- economia de atenção — sistema em que atenção vira recurso valioso
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você acha que a economia de atenção incentiva políticos a fazer ataques pessoais? Por quê?
- Mesmo sem aumento de arrecadação ou sucesso legislativo, que benefícios podem levar alguns membros a atacar outros?
- Que medidas simples você sugeriria para reduzir o incentivo ao conflito entre membros do Congresso?
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