Pesquisadores produziram cartilagem elástica para a orelha a partir de células humanas. O trabalho é uma colaboração entre a ETH Zurich, um instituto em Basileia e o Cantonal Hospital of Lucerne, e foi publicado em Advanced Function Materials. Em 2016, a professora Marcy Zenobi-Wong e o seu grupo já tinham construído uma orelha com uma impressora 3D.
A equipa isolou células da cartilagem da orelha e as expandiu numa solução nutritiva. As células foram incorporadas numa bioink e impressas; os moldes moles foram amadurecidos em incubadora para favorecer a formação de colagénio tipo II, elastina e glicosaminoglicanos. Em modelo animal, os implantes mantiveram forma e elasticidade após seis semanas, embora a elastina ainda não tenha amadurecido totalmente.
Os experimentos duram cerca de 3 a 4 meses. Os investigadores esperam encontrar, nos próximos cinco anos, um plano para estabilizar a rede de elastina e seguir para estudos clínicos e aprovação formal antes do uso em doentes.
Palavras difíceis
- cartilagem — tecido firme e flexível presente em orelhas
- incubadora — aparelho que mantém condições para crescimento celular
- colagénio — proteína que forma fibras fortes no tecido conjuntivo
- elastina — proteína que dá elasticidade aos tecidos
- glicosaminoglicanos — moléculas de açúcar que ajudam matriz do tecido
- implante — dispositivo ou tecido colocado dentro do corpoimplantes
- amadurecer — tornar-se pronto ou mais desenvolvido com tempoamadurecidos, amadurecido
- estabilizar — tornar algo estável e seguro
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Perguntas para discussão
- Aceitaria um implante feito com as suas próprias células? Por quê?
- Que benefícios e riscos vê num tratamento com cartilagem impressa em 3D?
- Que passos os investigadores ainda precisam dar antes do uso em doentes, segundo o texto?
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