Em abril, um estudo apresentado por Caleb Wohn na conferência CHI analisou como grandes modelos de linguagem respondem quando usuários dizem ser autistas. A equipe liderada por Eugenia Rho, da Virginia Tech, criou centenas de cenários e solicitou conselhos do tipo “Devo fazer A ou B?”.
Os pesquisadores testaram seis modelos populares, entre eles GPT-4 e outros sistemas, e geraram dezenas de milhares de respostas. Quando o autismo era divulgado, as recomendações mudavam frequentemente para opções que assumiam introversão, comportamento obsessivo ou falta de interesse por romance.
Os entrevistados com autismo reagiram de formas diferentes: alguns ficaram chocados e acharam as respostas condescendentes; outros acharam que o conselho mais cauteloso validava sua experiência. A equipe recomenda maior transparência e opções para os usuários controlarem como sua identidade influencia as respostas.
Palavras difíceis
- analisar — estudar algo com atenção para entender melhoranalisou
- modelo — programa de computador que gera textosmodelos
- autismo — condição do desenvolvimento que afeta comunicação e comportamentoautistas
- introversão — tendência a preferir momentos calmos e privados
- condescendente — tom ou atitude que mostra superioridadecondescendentes
- transparência — clareza e abertura sobre informações ou decisões
- controlar — ter poder para decidir ou dirigir algocontrolarem
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você concorda que os usuários devam controlar como sua identidade influencia as respostas? Por quê?
- De que maneira conselhos que assumem introversão podem afetar uma pessoa autista no dia a dia?
- Que mudanças simples você sugeriria para aumentar a transparência desses modelos?
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