A American University in Cairo (AUC) e a Minapharm Pharmaceuticals estabeleceram uma parceria para reforçar a educação, a investigação e a inovação em biotecnologia no Egito, no Médio Oriente e em África. A universidade descreve a iniciativa como a criação da primeira academia africana de biotecnologia, com início previsto no início deste ano. O acordo inclui workshops, projetos de investigação colaborativa, conferências e palestras por especialistas da academia e da indústria.
Andreas Kakarougkas, diretor do programa de pós-graduação em biotecnologia e professor assistente de biologia celular e molecular na AUC, afirmou que a parceria pretende colmatar a diferença entre a formação teórica e as competências práticas exigidas pela indústria. A iniciativa foca-se em competências práticas em produção biofarmacêutica, controlo e garantia de qualidade, conformidade regulatória e investigação translacional. A AUC garantirá a supervisão académica e o desenvolvimento curricular para cumprir normas internacionais.
A Minapharm co-desenvolverá os conteúdos, ministrará formação especializada e acolherá formandos nas suas instalações industriais, proporcionando exposição a ambientes industriais que não se podem replicar num laboratório universitário tradicional. Especialistas destacaram obstáculos mais amplos: Hala El-Hadidi, professora de economia, disse que os fracos vínculos entre universidades e indústria dificultam transformar investigação em inovações comerciais. Um inquérito a mais de 200 empresas no Cairo mostrou que apenas seis por cento reportaram ligações com instituições académicas, e foi sugerida ação governamental, incluindo conselhos orientadores.
Shaheer Bardissi, co-CEO da Minapharm, afirmou que a parceria promoverá o desenvolvimento da educação e da investigação em biotecnologia e ajudará a avançar a indústria em mercados emergentes através de recursos intelectuais e técnicos partilhados. Um dos primeiros resultados práticos será um curso de empreendedorismo em biotecnologia para estudantes do Mestrado em Biotecnologia e do Mestrado em Administração de Empresas, com início no início deste ano; se o projeto tiver sucesso, poderá servir de modelo para outros países africanos.
- Foco em produção biofarmacêutica
- Controlo e garantia de qualidade
- Conformidade regulatória
- Investigação translacional
Palavras difíceis
- parceria — acordo de trabalho entre duas ou mais partes
- colmatar — preencher ou reduzir uma diferença ou lacuna
- competência — habilidade ou conjunto de conhecimentos e capacidadescompetências
- conformidade — cumprimento de regras e normas legais ou técnicasconformidade regulatória
- investigação translacional — pesquisa que aplica descobertas científicas a tratamentos práticos
- vínculo — ligação ou relacionamento entre pessoas ou instituiçõesvínculos
- inquérito — pesquisa que recolhe informação junto de várias empresas
- biofarmacêutico — relacionado com medicamentos produzidos por biotecnologiabiofarmacêutica
- empreendedorismo — processo de criar e gerir novos negócios
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Que vantagens e limitações vê quando os estudantes são formados em instalações industriais, como descreve o texto?
- Que medidas governamentais poderiam fortalecer os vínculos entre universidades e indústria, segundo as sugestões do artigo?
- Acha que o modelo de parceria AUC–Minapharm pode ser replicado noutros países africanos? Que desafios práticos poderiam surgir?
Artigos relacionados
Restrição calórica altera proteínas musculares e melhora resposta à insulina em ratos
Reduzir calorias alterou muito proteínas do músculo esquelético e aumentou a captação de glicose estimulada pela insulina em ratos de 24 meses. Muitas respostas moleculares foram diferentes entre machos e fêmeas.
Eventos que aproximam a ciência do público
Eventos com experiências, palestras e atividades práticas tornam a ciência interessante para crianças e adultos. Organizações usam oficinas, exposições e shows móveis para ensinar, medir resultados e enfrentar desafios como financiamento e segurança.
Connie Nshemereirwe e a ciência em África
Connie Nshemereirwe, especialista em avaliação educacional e ex‑engenheira, defende que a agenda de investigação em África deve surgir das bases. Fala também sobre comunicação científica e sobre as consequências do encerramento das escolas durante a pandemia.