Pesquisadores da Tulane University publicaram na Nature Communications os resultados de uma vacina que protege primatas não humanos contra a melioidose. A coautora Lisa Morici descreve o avanço como um passo chave para levar a vacina a ensaios clínicos em humanos.
Nos testes, a vacina foi eficaz contra bactérias aerosolizadas, consideradas as mais letais. Morici relatou que a bactéria pode causar uma pneumonia agressiva em 72 horas, mas os animais vacinados não mostraram danos e os pulmões permaneceram normais.
Estima-se que existam 165.000 casos por ano no mundo e a mortalidade varia entre 20-50%, porque a bactéria é naturalmente resistente a muitos antibióticos e pode haver recaídas mesmo após meses de tratamento. O desenvolvimento da vacina levou mais de uma década e contou com colaboração internacional.
Palavras difíceis
- melioidose — doença infecciosa grave causada por uma bactéria
- primata — mamífero da ordem que inclui macacos e humanosprimatas não humanos
- ensaio clínico — estudo com pessoas para testar tratamentosensaios clínicos
- aerosolizado — transformado em pequenas partículas no araerosolizadas
- letal — que pode causar a morte de seres vivosletais
- mortalidade — porcentagem de pessoas que morrem
- resistente — que não é eliminado por um remédio
- recaída — retorno da doença após tratamento anteriorrecaídas
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você acha importante testar vacinas em primatas antes de humanos? Por quê?
- Como a resistência a antibióticos pode dificultar o tratamento de uma doença?
- Que vantagens uma colaboração internacional traz para o desenvolvimento de vacinas?
Artigos relacionados
Vitamina D pode atrasar pré‑diabetes em pessoas com variações genéticas
Uma nova análise sugere que a vitamina D em dose elevada pode reduzir a progressão do pré‑diabetes para diabetes tipo 2 em pessoas com certas variações no gene do receptor da vitamina D. Os autores pedem cautela e mais estudos.
Estudo liga biologia microscópica a redes cerebrais em grande escala
Um estudo publicado em Nature Communications criou um mapa que relaciona células, moléculas e imagens cerebrais (fMRI). Os autores mostram que redes do cérebro podem explicar como biologia molecular afeta cognição e transtornos mentais.