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Violência digital contra jornalistas mulheres na Indonésia — Nível B2 — A person typing on a laptop computer on a desk

Violência digital contra jornalistas mulheres na IndonésiaCEFR B2

15/11/2025

Nível B2 – Intermediário-avançado
6 min
339 palavras

A violência digital contra jornalistas e ativistas mulheres na Indonésia tem se tornado mais visível nos últimos cinco anos, com assédio sustentado e ataques que variam entre campanhas coordenadas por "buzzers" políticos, ações de fandoms e grupos antivacina. As formas documentadas incluem doxing, outing de gênero ou sexualidade, vigilância online, manipulação de fotos, hackeamento de contas, ataques DDoS e assédio persistente.

Vários casos ilustram o problema: Bunga sofreu doxing e fotos editadas; Kania foi assediada por buzzer ligados ao ex‑presidente Joko Widodo; Pipit foi atacada após criticar a agência nacional de seguro de saúde; Nala foi alvo de grupos antivacina; e a publicação Magdalene sofreu um ataque massivo de DDoS em maio de 2020. Um inquérito de 2021 da PR2Media com 1,256 jornalistas femininas indicou que 85.7% experimentaram alguma forma de violência e 70.1% vivenciaram isso online e offline.

As vítimas relatam proteção institucional limitada: editores às vezes aconselham equipes a ficar longe das redes sociais enquanto o assédio cresce. Organizações como SAFEnet, AJI, LBH Pers e KONTRAS coordenam respostas, mas muitas ações são reativas. As estruturas legais foram ampliadas — por exemplo, o relatório CATAHU 2024 da Komnas Perempuan registrou 330,097 casos, um aumento de 14% —, e a Sexual Violence Crime Act de 2022 (TPKS Law) reconhece Electronic‑Based Sexual Violence (KBSE) e dá direito de apagar vestígios online, mas a implementação estagnou. A Personal Data Protection Law (PDP) não trata corpos e imagens de mulheres como dados pessoais, e a lei ITE foca na transmissão de informação em vez da proteção das vítimas.

A diretora executiva da SAFEnet, Nenden S. Arum, afirmou que empresas de tecnologia globais “lavam as mãos” do trabalho de segurança. Após a mais recente ascensão de Donald Trump ao cargo, empresas como Meta e Twitter (agora X) afrouxaram regras de moderação, o que, segundo especialistas, encorajou o assédio. Defensoras e organizações como KOMPAKS e SAFEnet pressionam por moderação mais rápida e culturalmente consciente e por melhor implementação das leis, alertando que, sem resposta rápida e maior responsabilização das plataformas, as vítimas ficam expostas.

Palavras difíceis

  • assédiocomportamento repetido que humilha ou persegue alguém
  • doxingdivulgação pública de dados pessoais
  • vigilânciaobservação ou monitoramento de atividades online
    vigilância online
  • hackeamentoacesso não autorizado a contas ou sistemas
  • ataqueação ofensiva para interromper ou danificar serviços
    ataques
  • moderaçãocontrole de conteúdos e comportamentos em plataformas
  • implementaçãocolocação em prática de leis ou políticas
  • responsabilizaçãoexigir que alguém responda por suas ações

Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.

Perguntas para discussão

  • Que medidas práticas as redações podem tomar para proteger jornalistas além de aconselhar a evitar redes sociais? Explique com razões.
  • Como a moderação mais rápida e culturalmente consciente poderia reduzir a violência digital contra mulheres? Dê exemplos.
  • Que responsabilidades as empresas de tecnologia globais têm, segundo o texto, e que ações poderia ter para melhorar a proteção das vítimas?

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