Um novo estudo sugere que a conversa presencial tem diminuído e que isso pode afetar a conexão social cotidiana. Os autores citam o crescimento de tecnologias como caixas de autoatendimento, navegação por GPS e quiosques com tela sensível ao toque como parte do contexto em que a fala ocorre menos.
Publicado na Perspectives on Psychological Science, o trabalho relata que as pessoas perdem, em média, 338 palavras faladas por ano. Os pesquisadores observaram que esse declínio continua há pelo menos uma década e meia e que a conclusão veio de uma comparação de totais de fala ao longo do tempo, não de uma única amostra curta.
Matthias Mehl, da University of Arizona, e Valeria Pfeifer, da University of Missouri–Kansas City, colaboraram no estudo. Eles dizem que são necessárias mais investigações para entender as causas e as possíveis consequências para relações, trabalho e bem‑estar.
Palavras difíceis
- presencial — feito na presença física das pessoas
- conexão — ligação ou relação entre pessoas
- cotidiano — relativo ao dia a dia das pessoascotidiana
- autoatendimento — serviço em que o cliente faz o próprio atendimento
- navegação — ato de orientar-se por mapas ou por GPS
- declínio — redução ou diminuição em quantidade ou frequência
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você tem percebido menos conversa presencial no seu dia a dia? Dê um ou dois exemplos.
- Como caixas de autoatendimento e quiosques com tela sensível ao toque podem mudar a relação entre pessoas no trabalho ou na rua?
- Que tipo de investigação você sugeriria para entender as causas dessa diminuição da fala presencial?
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