A febre hemorrágica da Crimeia-Congo é transmitida por carrapatos e por animais de criação e pode matar até 40% dos infectados. Não há vacinas ou tratamentos aprovados atualmente.
Um novo estudo em camundongos, publicado na npj Vaccines, testou uma vacina experimental que usa uma partícula replicon inofensiva. Um pesquisador envolvido é Scott Pegan, da University of California, Riverside. A partícula entra nas células como o vírus verdadeiro, mas não tem o material genético necessário para replicar.
Os resultados mostraram proteção rápida, já em três dias, e anticorpos detectáveis por até 18 meses. Os níveis foram parecidos entre uma e duas doses por cerca de 9 meses, e o reforço trouxe anticorpos mais fortes. Os cientistas planejam produção em GMP e ensaios clínicos.
Palavras difíceis
- febre hemorrágica — doença com sangramentos e febre alta
- carrapato — inseto que pica e pode transmitir doençascarrapatos
- vacina — substância que protege o corpo contra doençavacinas
- replicar — fazer cópias do material genético do vírus
- anticorpo — proteína do sistema imune que combate infecçõesanticorpos
- reforço — dose extra para aumentar a proteção da vacina
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você já tomou uma vacina de reforço? Como foi?
- Existem carrapatos onde você mora? Você já foi picado?
- Você acha importante testar vacinas em animais antes de humanos? Por quê?
Artigos relacionados
Sensibilidade ao contraste identifica problemas de visão em idosos
Um estudo publicado em JAMA Ophthalmology relaciona um limiar num teste de sensibilidade ao contraste a dificuldades visuais que exames de rotina às vezes não detectam. Adultos 65 anos ou mais com visão ruim apesar de exames normais podem se beneficiar do teste.
Sol mais forte no Quênia e riscos para trabalhadores ao ar livre
A mudança climática no Quênia tem levado a temperaturas mais altas e a sol mais intenso. Trabalhadores ao ar livre apresentam mais problemas de pele e especialistas recomendam proteção acessível e melhor monitorização do UV.