Um relatório nacional lançado a 21 de junho, durante uma reunião regional da Science Granting Councils Initiative, conclui que Uganda precisa reformar os sistemas de ciência, tecnologia e inovação para acelerar a sua transição para o estatuto de país de rendimento intermédio.
O documento assinala lacunas de género e apoio fraco ao financiamento da investigação. Entre 2010 e 2020, menos de um quarto (24%) dos doutorados em Uganda eram mulheres, e o ensino em ciência, tecnologia, engenharia e matemática é dominado por homens.
O relatório recomenda ligar investigação ao desenvolvimento e explorar novos modelos de financiamento que incentivem o setor privado. Regista também passos positivos, como a criação da Gender Equity in Research Alliance em 2019, registada como ONG em 2021 e com membros em 70 por cento das universidades de Uganda.
Palavras difíceis
- investigação — trabalho científico para descobrir mais conhecimento
- financiamento — dinheiro para pagar atividades ou projetos
- lacuna — falta ou espaço onde existe insuficiêncialacunas
- transição — processo de mudança de um estado para outro
- rendimento — quantia de dinheiro que um país ganha
- incentivar — estimular alguém ou algo a tomar açãoincentivem
- género — diferença social entre homens e mulheres
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Que medidas práticas poderiam aumentar o número de mulheres nos doutorados nas áreas de ciência e tecnologia?
- Como o setor privado pode apoiar a investigação no seu país ou região?
- A criação de alianças como a Gender Equity in Research Alliance pode mudar as universidades? Por quê?
Artigos relacionados
Líderes científicos africanos pedem mais inovação e financiamento
Líderes científicos africanos dizem que o continente deve desenvolver e financiar as próprias inovações médicas para melhorar a saúde e reduzir a dependência de doações internacionais. Eles pedem mais investimento nacional, mudanças nas regras e responsabilidade.
Por que lembramos melhor cenas emocionantes
Pesquisadores usaram exames cerebrais para entender por que memórias emocionais duram mais. O estudo, liderado por Jadyn Park, mediu atividade cerebral enquanto pessoas viam filmes e ouviam histórias e relacionou excitação emocional à coesão entre redes cerebrais.
Conferência online sobre jornalismo científico após a pandemia
O Science Journalism Forum será totalmente virtual e reunirá jornalistas em cinco idiomas. Deborah Blum, do KSJ do MIT, dará uma palestra sobre lições da pandemia e o evento quer fortalecer ligações e competências, sobretudo em países em desenvolvimento.