A tilápia-do-nilo, nativa de África, cresce melhor em águas de 26 a 30 graus Celsius. Quando a temperatura cai, o crescimento reduz e os produtores podem obter peixes menores e menos rendimento financeiro.
Pesquisadores do Egito e das Filipinas testaram a adição de lecitina e goma arábica na ração. A dieta usada no estudo continha 4 gramas por quilograma de goma arábica e 10 gramas por quilograma de lecitina. Peixes alimentados com essa ração mostraram melhorias no crescimento, nas taxas de sobrevivência e nas respostas antioxidantes.
Os autores relatam que os dois ingredientes parecem influenciar um gene que controla a fluidez das membranas celulares, o que pode ajudar os peixes a adaptar-se ao frio. O artigo, publicado em Aquaculture Reports, é o primeiro a testar essa estratégia para tilápia em ambientes frios. Especialistas dizem que a abordagem é útil em fazendas subtropicais com variações marginais de temperatura e que são necessários estudos mais longos e a nível celular.
Palavras difíceis
- tilápia-do-nilo — Peixe de água doce originário da África.
- lecitina — Substância usada como aditivo em alimentos.
- goma arábica — Substância natural usada como aditivo.
- sobrevivência — Ato ou capacidade de continuar vivo.
- antioxidante — Composto que reduz danos por oxidação.antioxidantes
- membrana — Camada fina que envolve células.membranas
- fluidez — Qualidade de ser fluido ou móvel.
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você acha que fazendas locais deveriam usar lecitina e goma arábica na ração? Por quê?
- Quais podem ser os benefícios e os riscos de aplicar essa estratégia em fazendas subtropicais?
- Que estudos mais longos e a nível celular seriam úteis antes de aplicar essa técnica em larga escala?
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