Um estudo realizado numa universidade mostrou que certas regiões do cérebro ficam mais ativas em pessoas com transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) quando elas realizam uma tarefa sequencial e exigente. A tarefa foi feita dentro de um aparelho de ressonância magnética; os participantes tinham de nomear cor ou forma em uma ordem específica, por exemplo cor, cor, forma, forma.
As pessoas com TOC executaram a sequência tão bem quanto um grupo de controle, mas as imagens cerebrais revelaram que elas recrutaram mais regiões. A atividade extra ocorreu em áreas de controlo motor, controlo de tarefas, memória de trabalho e reconhecimento de objetos. Os autores sugerem que a estimulação magnética transcraniana (TMS), aprovada pelo FDA, pode ser ajustada para atingir essas regiões e possivelmente melhorar sintomas em cerca de 30–40% dos pacientes.
Palavras difíceis
- transtorno — doença ou problema de saúde mentaltranstorno obsessivo-compulsivo (TOC)
- ressonância magnética — exame que usa campos magnéticos para ver o corpo
- memória de trabalho — capacidade de guardar informação por curto tempo
- estimulação — uso de campos magnéticos para influenciar o cérebroestimulação magnética transcraniana (TMS)
- sequencial — que segue uma ordem ou sequência
- recrutar — usar ou ativar partes do corpo ou cérebrorecrutaram
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você já realizou ou conheceu alguém que fez ressonância magnética? Como foi a experiência?
- O que você acha de terapias que usam campos magnéticos no cérebro? Você confiaria nelas?
- Você acha fácil seguir uma tarefa com ordem específica, como cor, cor, forma, forma? Por quê?
Artigos relacionados
Reduzir atividade de um circuito do cérebro ajuda contra recaída por opioides
Pesquisadores da Washington State University relatam que diminuir a atividade entre o córtex prelimbico e o tálamo paraventricular reduziu a busca por heroína em um modelo pré-clínico. O estudo foi publicado no Journal of Neuroscience.
Por que lembramos melhor cenas emocionantes
Pesquisadores usaram exames cerebrais para entender por que memórias emocionais duram mais. O estudo, liderado por Jadyn Park, mediu atividade cerebral enquanto pessoas viam filmes e ouviam histórias e relacionou excitação emocional à coesão entre redes cerebrais.