Uma equipa de investigação desenvolveu um processo para transformar serragem em um compósito reciclável usando estruvite, um fosfato cristalino de amónio e magnésio. Para conseguir cristais que se integrem bem com as partículas de madeira, os investigadores aplicaram uma enzima extraída de sementes de melancia que controla a cristalização do precursor newberyite. A mistura é prensada durante dois dias, retirada do molde e seca à temperatura ambiente.
A estruvite melhora a resistência ao fogo porque se decompõe ao aquecer e liberta vapor de água e amoníaco; esses gases absorvem calor, não são combustíveis e deslocam o ar, o que dificulta a propagação das chamas. Testes num calorímetro em cone no Politécnico de Turim mostraram que o abeto não tratado inflama após cerca de 15 segundos, enquanto o compósito com estruvite demora mais de três vezes esse tempo.
O compósito é mais resistente à compressão perpendicular ao veio do que o abeto original e pode ser usado em recheios interiores. Pode também ser moído, aquecido a pouco mais de 100°C para libertar amoníaco e separar a serragem por peneiramento; o ligante pode ser re-precipitado e reutilizado. A equipa prevê otimizar e escalar a produção, mas o custo do ligante é um desafio.
Palavras difíceis
- compósito — material feito de diferentes componentes unidoscompósito com estruvite
- estruvite — fosfato cristalino de amónio e magnésio
- serragem — pó ou pedaços finos de madeira
- cristalização — formação ordenada de cristais num líquido
- enzima — proteína que acelera reações químicasuma enzima
- ligante — substância que une partículas num material
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Perguntas para discussão
- Pensa que este tipo de compósito poderia ser usado em móveis na sua casa? Por quê?
- Que vantagens vê na possibilidade de moer e reutilizar o ligante do compósito?
- Quais passos sugeriria para reduzir o custo do ligante antes de produzir em grande escala?
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