Um estudo publicado em JAMA Network Open acompanhou 422 mulheres que usavam contraceptivos orais combinados monofásicos e registraram a alimentação diariamente por 49 dias. O desenho intraindividual fez com que cada mulher servisse de comparação para si própria, comparando dias com comprimido ativo (contendo hormônios sintéticos) e dias com comprimido inativo (sem hormônios).
A equipe mediu alimentação emocional — comer em excesso em resposta a emoções negativas — e encontrou níveis significativamente maiores nos dias de comprimido ativo. Esse padrão apareceu ao longo de dois ciclos completos, tanto na amostra total quanto em um subconjunto com diagnóstico de compulsão alimentar. A diferença persistiu mesmo após controlar o humor negativo, o que indica que o aumento não foi totalmente explicado por sofrimento emocional.
Os autores, liderados por Kelly Klump, observam variação entre as mulheres e deixam claro que o estudo identifica uma associação, não prova causalidade. Eles sugerem que os achados podem ajudar clínicos e pacientes a considerar efeitos hormonais sobre o comportamento alimentar.
Palavras difíceis
- contraceptivo — medicamento usado para prevenir gravidez.contraceptivos
- desenho — modo como o estudo foi organizado.desenho intraindividual
- comprimido — pequena pílula que contém medicamento.comprimido ativo, comprimido inativo
- alimentação emocional — comer em excesso por emoções negativas.alimentação
- compulsão — ato de comer mesmo sem fome.compulsão alimentar
- associação — relação entre dois fatos sem provar causa.
- causalidade — ideia de que um fator causa outro.
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Perguntas para discussão
- Se você fosse paciente, conversaria com o médico sobre possíveis efeitos do contraceptivo na alimentação? Por quê?
- Que estratégias práticas alguém poderia tentar para reduzir a alimentação emocional nos dias em que se sente mais afetada?
- O que significa dizer que o estudo encontrou uma associação, mas não prova causalidade? Explique com suas palavras.
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