Pesquisadores publicaram um estudo em JAMA Network Open com 422 mulheres que já usavam pílulas combinadas. As participantes registraram seus padrões alimentares durante 49 dias consecutivos.
Os dias em que tomaram comprimido ativo, com hormônios sintéticos, tiveram mais alimentação emocional — comer demais por emoções negativas — do que os dias com comprimido inativo, sem hormônios. O padrão apareceu ao longo de dois ciclos e também foi observado em mulheres com diagnóstico de compulsão alimentar.
O estudo não prova que a pílula causa a mudança, mas mostra uma associação que pode orientar médicos e pacientes.
Palavras difíceis
- pesquisador — pessoa que faz estudo científicoPesquisadores
- publicar — divulgar trabalho em revista ou jornalpublicaram
- padrão — modo ou forma que se repetepadrões alimentares
- alimentação emocional — comer em resposta a sentimentos negativos
- associação — ligação entre duas coisas sem provar causa
- compulsão alimentar — comer grandes quantidades sem conseguir controlar
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você conversaria com um médico se percebesse mudanças no apetite? Por quê?
- Que conselho daria a alguém que nota mais alimentação emocional usando pílula?
Artigos relacionados
Estudo mostra que jovens seguem usando tabaco, nicotina e cannabis
Pesquisa com jovens de 12–34 anos encontrou que a maioria que usa nicotina, tabaco ou cannabis continua consumindo esses produtos. O estudo identificou seis subgrupos de uso e aponta risco maior com produtos combustíveis.
Fibra de trigo protege camundongos contra inflamação intestinal
Estudo em camundongos mostra que fibra de trigo, presente em pães integrais, leva bactérias intestinais a produzir compostos anti-inflamatórios. Pesquisadores dizem que isso pode explicar parte do aumento de doenças inflamatórias intestinais.
Imagem cerebral revela alterações em respondentes do WTC com TEPT
Um estudo com respondentes do World Trade Center usou neuroimagem (GWC) para encontrar diferenças cerebrais em quem tem TEPT. Dados dos programas de saúde do WTC mostram que cerca de 23% dos respondentes desenvolveram TEPT e muitos ainda têm sintomas.