Um novo estudo da Duke Health acompanhou mais de 230 pacientes para avaliar a segurança do lecanemabe. Este medicamento é aprovado para a fase inicial da doença de Alzheimer. Ele busca remover uma proteína específica do cérebro para atrasar o avanço da enfermidade.
A pesquisa mostrou que cerca de 80% dos pacientes mantiveram a terapia por pelo menos um ano. A maioria dos efeitos colaterais resolveu-se com o tempo sem necessidade de internação. Contudo, cerca de 21% dos pacientes interromperam o tratamento, principalmente devido a reações adversas.
O estudo deu atenção especial ao efeito colateral chamado ARIA, que provoca inchaço ou sangramento cerebral. Cerca de 24,3% dos pacientes apresentaram essa condição. Pessoas com duas cópias do gene APOE ε4 tiveram quatro vezes mais chances de desenvolver o problema.
Embora o lecanemabe não cure o Alzheimer nem reverta a perda de memória, ele ajuda a desacelerar a doença. Isso permite que os pacientes mantenham sua autonomia e fiquem mais tempo com suas famílias.
Palavras difíceis
- avaliar — analisar cuidadosamente o valor ou a qualidade de algo
- enfermidade — problema de saúde ou doença no corpo
- internação — permanência de uma pessoa no hospital para tratamento
- adverso — que provoca efeitos ruins ou desfavoráveisadversas
- inchaço — aumento do tamanho de uma parte do corpo
- desacelerar — fazer algo funcionar ou avançar de forma mais lenta
- autonomia — capacidade de cuidar de si mesmo e tomar decisões
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Perguntas para discussão
- Por que é importante ter tratamentos que ajudem os pacientes a manterem a sua autonomia, mesmo sem curar a doença?
- Como a decisão de continuar um tratamento médico pode ser influenciada pelos seus efeitos colaterais?
- De que forma os exames genéticos podem ajudar os médicos a escolherem o tratamento mais seguro para cada paciente?
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