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WISE e a justiça climática na Nigéria — Nível B2 — grayscale photography of girl holding plant

WISE e a justiça climática na NigériaCEFR B2

28/11/2025

Nível B2 – Intermediário-avançado
6 min
350 palavras

Embora a COP30 tenha acabado no Brasil com delegações de muitos países africanos, o Women Initiative for Sustainable Development (WISE) não participou da cúpula. Mesmo ausente, o centro continua a moldar o debate nacional sobre justiça climática por meio de ação feminista e trabalho de base. Fundado por Olanike Olugboji-Daramola — que atua também como Nigeria Project Lead da Women’s Earth Alliance e correspondente do World Pulse, e tem textos na Time Magazine — o WISE surgiu de EMPRONET em 2004 e formalizou-se como organização sem fins lucrativos em 2009.

O WISE questiona o elitismo das negociações internacionais e coloca a experiência vivida das comunidades no centro das reivindicações, buscando construir poder coletivo além das fronteiras e promover soluções lideradas pelas próprias comunidades. Com apoio do Global Fund for Women, organizou um comício em Kaduna antes da COP28 e participou de ações sob o Nigerian Resistance Hub for Climate Justice com o tema "COP Missing Voices". A COP28 estava programada para 30 de novembro a 12 de dezembro em Dubai.

Em 21 de novembro, o WISE promoveu leitura e debates sobre inundações e seus efeitos nas agricultoras. Participantes relataram perdas de propriedades e meios de subsistência, migração forçada e deslocamento, trauma emocional, perda financeira e endividamento, aumento da exposição a doenças e quebra da segurança alimentar. O grupo também visitou uma fazenda onde agricultores descreveram perdas repetidas de colheitas; uma agricultora, Madam Elizabeth, disse que plantou milho quatro vezes antes das colheitas se estabilizarem e que o solo estava seco e rachado, sinal de seca.

Os participantes propuseram recomendações concretas para comunidades e políticas. Entre as medidas sugeridas estavam:

  • melhor drenagem e gestão de resíduos;
  • advocacy comunitário e mecanismos de compensação;
  • plantio de árvores e leis mais rígidas contra corte ilegal;
  • construção de barragens e estruturas de controle de cheias;
  • formação para mulheres e educação sobre seguros.

Essas recomendações, dizem apoiadores, podem informar políticas públicas e aumentar a resiliência das mulheres na Nigéria, alinhando-se ao Plano Nacional de Ação sobre Gênero e Mudanças Climáticas lançado em 2020, que busca incluir todos os gêneros e grupos vulneráveis nas políticas climáticas.

Palavras difíceis

  • justiça climáticaideia de equidade nas políticas climáticas
  • ação feministaação política que prioriza direitos das mulheres
  • trabalho de baseatividades locais com participação da comunidade
  • elitismopreferência por decisões entre grupos privilegiados
  • reivindicaçãopedido ou exigência por direitos ou mudança
    reivindicações
  • migração forçadamovimento de pessoas por causa de perigo
  • segurança alimentaracesso regular a alimentos suficientes e nutritivos
  • resiliênciacapacidade de recuperar-se após situações adversas

Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.

Perguntas para discussão

  • Como as recomendações listadas no texto podem aumentar a resiliência das mulheres nas comunidades afetadas?
  • Que dificuldades podem surgir ao colocar a experiência das comunidades no centro das reivindicações em negociações internacionais?
  • Escolha uma das medidas sugeridas (por exemplo, construção de barragens ou formação para mulheres). Como essa medida poderia ser aplicada na prática em comunidades rurais?

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