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Desenho passivo reduz o calor em casas da América Latina — Nível B2 — a house with a large yard

Desenho passivo reduz o calor em casas da América LatinaCEFR B2

7/10/2025

Nível B2 – Intermediário-avançado
6 min
354 palavras

Um estudo que será publicado na edição de novembro da revista Energy and Buildings destaca estratégias de desenho de baixo custo e inteligentes para o clima como essenciais para habitação nas cidades da América Latina, que estão a aquecer rapidamente. Os pesquisadores usaram simulações por computador para testar como diferentes configurações de edifícios se comportam sob as condições climáticas atuais e projetadas em cinco grandes cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Santiago, Bogotá e Lima. Foram analisados desempenho energético, custos e emissões de carbono para identificar combinações que mantenham os interiores confortáveis e minimizem o uso de energia.

O autor principal, Alexandre Santana Cruz, com doutorado em arquitetura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, afirmou que sistemas de construção amplamente usados — alvenaria tradicional, fibrocimento ou telhas de barro — combinados com poliestireno expandido e vidro simples representam configurações ideais para edifícios resilientes ao clima. Os pesquisadores descrevem essas medidas como desenho arquitetônico passivo, que depende de ventilação natural, sombreamento e luz solar em vez do uso intensivo de ar condicionado.

As estratégias passivas são acessíveis e sustentáveis, por isso são adequadas para países de baixa e média renda. Santana Cruz alertou que tecnologias avançadas podem trazer benefícios, mas seus custos e as emissões de carbono na produção as tornam pouco realistas para uso generalizado. A arquiteta Karen Carrer Ruman de Bortoli, do Instituto Federal de São Paulo, concordou e destacou orientação correta para sol e vento, paredes com maior resistência térmica, telhados ventilados e espaços verdes.

O grupo MORA, da Universidade Federal de Uberlândia, constatou que casas construídas por um programa federal numa cidade de clima seco e misto frequentemente careciam de elementos passivos, deixando famílias vulneráveis durante ondas de calor, e que reformas informais e onerosas dos moradores podem comprometer a resiliência das moradias. Para reduzir a distância entre desenho e prática, os pesquisadores propõem uma ferramenta digital gratuita para gerar projetos personalizados e defendem engajamento comunitário, educação para novos proprietários, guias de reforma, formação de trabalhadores e oficinas comunitárias como próximos passos.

  • Ferramenta digital gratuita para projetos locais.
  • Engajamento comunitário e educação para proprietários.
  • Guias de reforma, formação de trabalhadores e oficinas.

Palavras difíceis

  • desenhocriação ou projeto de um edifício ou plano
  • passivoque usa recursos naturais sem máquinas elétricas
    passivas
  • resiliênciacapacidade de manter função perante condições adversas
    resilientes
  • poliestireno expandidomaterial leve e isolante usado em paredes
  • ventilação naturalcirculação de ar sem equipamentos mecânicos
  • sombreamentobloqueio parcial da luz solar para reduzir calor
  • emissãoliberação de dióxido de carbono na atmosfera
    emissões de carbono
  • engajamento comunitárioparticipação ativa de moradores em decisões locais
  • onerosoque implica custos elevados para as pessoas
    onerosas

Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.

Perguntas para discussão

  • Que vantagens e limitações vê na adoção de estratégias passivas em bairros de baixa e média renda?
  • Como uma ferramenta digital gratuita poderia reduzir a distância entre desenho e prática para proprietários e trabalhadores locais?
  • Que ações públicas seriam necessárias para incentivar o engajamento comunitário nas reformas e na construção resiliente?

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