Um estudo publicado no Journal of Applied Psychology usou mais de 40 anos de dados nacionais e acompanhou quase 6.000 mulheres desde a adolescência até a meia-idade. Ao longo de um período de cerca de 30 anos, mulheres que adiaram a maternidade ganharam entre $495,000 e $556,000 a mais do que aquelas que se tornaram mães cedo na carreira.
Os resultados permaneceram nos modelos estatísticos mesmo após controle por idade, raça, estado civil, nível educacional e horas de trabalho. Mulheres que fizeram abortos ou que não ficaram grávidas apresentaram trajetórias salariais semelhantes e ganhos substancialmente maiores ao longo do tempo.
Os pesquisadores atribuem as diferenças a uma continuidade de carreira interrompida — menos promoções, mobilidade profissional limitada e acúmulo mais lento de experiência nos anos de maior crescimento salarial. Também observaram que a educação ajuda a manter o impulso inicial da carreira.
Palavras difíceis
- adiar — fazer algo mais tarde do que o planejadoadiaram
- maternidade — estado ou condição de ser mãe
- trajetória salarial — mudança do salário ao longo da vida profissionaltrajetórias salariais
- controle — ajuste em análise para reduzir efeito de outras variáveis
- mobilidade profissional — possibilidade de mudar de cargo ou emprego
- acúmulo — aumento gradual de experiência ou recursos com o tempo
- impulso — força inicial que ajuda o desenvolvimento da carreira
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Perguntas para discussão
- Você acha que adiar a maternidade poderia mudar suas escolhas profissionais? Por quê?
- De que forma a educação pode ajudar a manter o impulso inicial da carreira, na sua opinião?
- Que medidas empresas ou governos poderiam tomar para reduzir o impacto de interrupções na carreira?
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