Pesquisadores mediram partículas na areia da Praia do Flamengo antes, durante e logo após o Carnaval de 2024. Coletaram amostras ao longo dos 1,7 quilômetro da praia e fizeram uma nova rodada de coleta oito meses depois.
Os resultados mostraram que fragmentos plásticos, incluindo glitter, formavam a maior parte dos microplásticos identificados, seguidos por fibras e grânulos. O estudo também observou que os níveis de partículas ficaram elevados por vários dias após o Carnaval. Em 2024 o Flamengo teve 18 desfiles, incluindo três que atraíram mais de 100.000 pessoas.
Os pesquisadores alertam que microplásticos podem ser levados pela maré e pelo vento até o oceano e podem ser ingeridos por animais. O glitter submerso pode reduzir a luz disponível para plantas; em um estudo o glitter diminuiu a fotossíntese em Elodea em 30 por cento. Há propostas para reduzir o uso de glitter plástico e promover alternativas e políticas de controle.
Palavras difíceis
- microplástico — partícula plástica muito pequena no ambientemicroplásticos
- fragmento — pedaço pequeno que se separa de algo maiorfragmentos
- glitter — partículas decorativas brilhantes, geralmente plásticas
- amostra — pequena quantidade recolhida para análiseamostras
- maré — movimento regular da água do mar
- fotossíntese — processo das plantas para produzir energia
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Por que é importante medir partículas antes e depois de eventos como o Carnaval?
- Que medidas simples você acha que poderiam reduzir o uso de glitter plástico em festas públicas?
- Como a presença de microplásticos nas praias pode afetar a vida das pessoas que usam a praia?
Artigos relacionados
Navio Nansen cancela levantamento ao Sri Lanka
O navio de investigação Dr. Fridtjof Nansen cancelou o levantamento planeado no Sri Lanka em 2025 devido a atrasos na autorização governamental. A FAO reencaminhou o navio para Madagascar e cientistas alertam para prejuízos na investigação marinha.
Estudo liga pouco as turbinas a problemas de saúde
Pesquisadores de três universidades analisaram dados longitudinais de mais de 120.000 domicílios próximos a turbinas instaladas entre 2011 e 2023. O estudo não encontrou impactos moderados ou grandes na saúde, embora efeitos muito pequenos não possam ser descartados.
Queima de plástico é comum em cidades de baixa renda
Estudo na Nature Communications mostra que queimar resíduos plásticos como combustível doméstico é prática generalizada em cidades de rendimento baixo e médio. A pesquisa entrevistou mais de 1.000 pessoas em 26 países e analisa causas e riscos à saúde.