Bolei Deng e Xinyi Yang, do Georgia Tech, criaram partículas minúsculas que se engatam, se soltam e se reorganizam apenas por desenho mecânico. Não há sensores, processadores nem código a bordo; o controle está na forma das peças. O trabalho saiu na capa da revista Advanced Intelligent Systems.
Cada unidade tem braços flexíveis que dobram e armazenam tensão como uma mola comprimida. Uma vibração externa libera essa tensão: os braços abrem, as partículas se afastam e o enxame se espalha. Alterando a curvatura ou a rigidez dos braços, os pesquisadores controlam o tempo e a distância da liberação.
As partículas podem ser muito pequenas ou maiores, e há ideias de usos em medicina para levar remédios a tumores difíceis e para mapear vasos. Também pode funcionar no espaço, onde eletrônica é afetada pela radiação e por temperaturas extremas.
Palavras difíceis
- engatar — ligar uma peça a outra de forma firmese engatam
- soltar — separar algo que estava preso ou unidose soltam
- reorganizar — mudar a posição ou a ordem das partesse reorganizam
- tensão — força interna armazenada numa peça
- vibração — movimento rápido de vai e vem
- curvatura — grau de curvar ou de dobrar algo
- rigidez — dificuldade de dobrar ou deformar algo
- enxame — grupo de muitas partículas ou objetos
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você acha seguro usar partículas mecânicas para levar remédios no corpo? Por quê?
- Que vantagens têm peças que funcionam sem eletrônica, na sua opinião?
- Como você imagina o uso dessas partículas no espaço?
Artigos relacionados
Lenacapavir genérico a US$40 por ano, mas há lacunas no acesso
Novos acordos tornarão o lenacapavir — injeção preventiva contra o HIV dada duas vezes por ano — disponível em 120 países por US$40 por ano, com apoio de fundações; distribuição prevista a partir de 2027, mas muitos países ficam de fora.
Bloquear apenas o mTORC2 pode melhorar tratamentos contra o câncer
Um estudo da Brown University mostra que é possível bloquear seletivamente o complexo mTORC2, mantendo o mTORC1 ativo. Isso pode evitar resistência à quimioterapia e orientar o desenvolvimento de novos medicamentos contra o câncer.