Bolei Deng e Xinyi Yang, do Georgia Tech, criaram partículas minúsculas que se engatam, se soltam e se reorganizam apenas por desenho mecânico. Não há sensores, processadores nem código a bordo; o controle está na forma das peças. O trabalho saiu na capa da revista Advanced Intelligent Systems.
Cada unidade tem braços flexíveis que dobram e armazenam tensão como uma mola comprimida. Uma vibração externa libera essa tensão: os braços abrem, as partículas se afastam e o enxame se espalha. Alterando a curvatura ou a rigidez dos braços, os pesquisadores controlam o tempo e a distância da liberação.
As partículas podem ser muito pequenas ou maiores, e há ideias de usos em medicina para levar remédios a tumores difíceis e para mapear vasos. Também pode funcionar no espaço, onde eletrônica é afetada pela radiação e por temperaturas extremas.
Palavras difíceis
- engatar — ligar uma peça a outra de forma firmese engatam
- soltar — separar algo que estava preso ou unidose soltam
- reorganizar — mudar a posição ou a ordem das partesse reorganizam
- tensão — força interna armazenada numa peça
- vibração — movimento rápido de vai e vem
- curvatura — grau de curvar ou de dobrar algo
- rigidez — dificuldade de dobrar ou deformar algo
- enxame — grupo de muitas partículas ou objetos
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você acha seguro usar partículas mecânicas para levar remédios no corpo? Por quê?
- Que vantagens têm peças que funcionam sem eletrônica, na sua opinião?
- Como você imagina o uso dessas partículas no espaço?
Artigos relacionados
Spray nasal reverte sinais de envelhecimento cerebral em modelos
Pesquisadores desenvolveram um spray nasal que, em modelos pré-clínicos, reduziu a inflamação cerebral e melhorou a memória após duas doses. O tratamento mostrou efeitos em semanas, durando meses, mas ainda precisa de testes em pessoas.
Sensor vestível detecta anticorpos em 10 minutos
Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh criaram um biossensor vestível que detecta anticorpos de vírus em 10 minutos sem punção venosa. O trabalho foi publicado na revista Analytical Chemistry e mede anticorpos no fluido intersticial.