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Declaração de Santo Domingo sobre a ética da IA na América Latina e Caribe (Nível B2) — white and black typewriter with white printer paper

Declaração de Santo Domingo sobre a ética da IA na América Latina e CaribeCEFR B2

6/07/2026

Adaptado de Daniela Hirschfeld, SciDev CC BY 2.0

Foto de Markus Winkler, Unsplash

Nível B2 – Intermediário-avançado
5 min
287 palavras

Países da América Latina e do Caribe reuniram-se em uma cúpula ministerial na República Dominicana, nos dias 25 e 26 de junho, e adotaram a Declaração de Santo Domingo sobre a ética da inteligência artificial. A iniciativa, apoiada pela UNESCO e pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe, propõe um roteiro para 2026-2027 estruturado em cinco pilares estratégicos: governança e regulação; talento e futuro do trabalho; proteção de grupos vulneráveis; meio ambiente, sustentabilidade e alterações climáticas; e infraestrutura.

Mais de 20 países aceitaram criar um grupo regional de especialistas em desinformação e IA. Participantes da cúpula e especialistas externos alertaram que a velocidade de adoção da tecnologia costuma superar a capacidade institucional de regular, o que pode expor mulheres, comunidades afro-caribenhas e indígenas, trabalhadores informais e crianças a perigos como viés algorítmico, perda de empregos e impactos ambientais ligados às necessidades energéticas da infraestrutura digital.

Gisselle Burbano, chefe de ética de IA da UNESCO para a América Latina, afirmou que o roteiro precisa ser “ambicioso e operacional”, porque os países variam em infraestrutura e prontidão regulatória, e salientou que a região é muito desigual, de modo que a IA pode tanto aprofundar quanto reduzir essas lacunas. Federico Lecumberry disse que a IA é uma “questão geopolítica”, notou que a declaração não menciona “soberania” e pediu mais literacia digital. Luciana Benotti advertiu que ainda não existe uma forma matemática de separar, de maneira confiável, informação verdadeira de informação falsa produzida por IA generativa, classificando a desinformação como “um problema sério”.

Como próximos passos, a declaração torna o grupo de trabalho sobre ética em IA um órgão permanente para coordenar e monitorar o roteiro e prevê cúpulas ministeriais anuais para avaliar o progresso.

Palavras difíceis

  • governançaconjunto de regras e processos de gestão
  • regulaçãoleis e normas que controlam uma atividade
  • viéstendência injusta em decisões automatizadas
  • infraestruturainstalações e sistemas necessários para serviço
  • desinformaçãoinformação falsa ou enganosa divulgada publicamente
  • literacia digitalcapacidade de usar e avaliar tecnologia digital
  • prontidão regulatóriagrau de preparação das normas e agências

Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.

Perguntas para discussão

  • De que maneiras a inteligência artificial pode aprofundar ou reduzir desigualdades na região? Dê exemplos.
  • Que desafios práticos um grupo regional de especialistas em desinformação pode enfrentar ao coordenar políticas entre países distintos?
  • Que ações concretas ajudariam a aumentar a prontidão regulatória em países com pouca infraestrutura digital?

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