As zonas costeiras continuam a concentrar povoamento denso e atividade económica. Um novo estudo, publicado em Nature Climate Change, usou dados de luz noturna por satélite e bases de dados socioeconómicas para mapear movimentos de povoamento em 1,071 regiões costeiras de 155 países. Os resultados mostram que muitas comunidades se deslocaram para o interior nos últimos 30 anos, enquanto outras se aproximaram da costa ou se mantiveram estáveis.
Entre 1992 e 2019, 56% das regiões costeiras recuaram em relação à costa, 16% aproximaram-se e 28% mantiveram-se estáveis. África e Oceânia tiveram as maiores parcelas de recuo. Os investigadores concluíram que o recuo está mais ligado à vulnerabilidade social e à infraestrutura do que à frequência histórica de perigos costeiros.
A equipa também usou modelagem de efeitos mistos e encontrou resultados quantitativos que relacionam capacidade adaptativa e proteção estrutural com a velocidade de recuo. Os autores alertam que dados de luz noturna podem falhar em locais com eletrificação limitada e pedem mais estudos para orientar o planeamento costeiro.
Palavras difíceis
- povoamento — concentração de pessoas num lugar
- zona costeira — área junto ao mar onde há pessoaszonas costeiras
- luz noturna — iluminação visível à noite vista do espaço
- vulnerabilidade — condição de maior risco social ou económico
- infraestrutura — conjunto de estruturas e serviços públicos
- recuar — mover-se para trás em relação a algorecuaram, recuo
- modelagem — criação de modelos para analisar dados
- proteção estrutural — barreiras físicas que reduzem danos
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Perguntas para discussão
- Que medidas locais poderiam ajudar comunidades vulneráveis a evitar o recuo da costa?
- Como os planeadores podem usar os dados de luz noturna no planeamento costeiro?
- Que outras fontes de dados poderiam complementar a luz noturna para estudar movimentos de povoamento?
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