No COP30 em Belém, representantes indígenas e comunidades locais pediram maior proteção das florestas tropicais e o reconhecimento dos direitos territoriais. O apelo seguiu a divulgação de um relatório conjunto da Global Alliance of Territorial Communities (GATC) e da Earth Insight, que mapeia onde a extração industrial ameaça florestas e as pessoas que vivem nelas.
O relatório indica pressões sobre a Amazônia, a Bacia do Congo, a Mesoamérica e o Sudeste Asiático. Na Mesoamérica, foram identificados 3.7 milhões de hectares ameaçados por projetos de petróleo e gás, e 18.7 milhões de hectares em concessões de mineração. Na Amazônia, 250 milhões de hectares são habitados por povos indígenas e comunidades locais; 31 milhões de hectares estão ameaçados por petróleo e gás, 9.8 milhões por mineração e 2.4 milhões por extração madeireira.
Líderes e especialistas, como Juan Carlos Jintiach Arcos e Florencia Librizzi, destacaram que os mapas tornam visíveis pressões antes ocultas e que as comunidades devem decidir sobre o uso de suas terras. Organizações pediram também o consentimento livre, prévio e informado e modelos de financiamento que permitam acesso direto às comunidades.
Palavras difíceis
- direitos — O que se tem como garantido ou protegido.direitos territoriais
- comunidades — Grupos de pessoas que vivem juntas.
- autonomia — Capacidade de se governar ou agir livremente.
- proteger — Cuidar ou guardar algo contra perigos.proteção
- exploração — Uso excessivo de recursos, geralmente seguido de danos.
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Por que a consulta das comunidades é essencial antes de projetos?
- Como a proteção das florestas pode beneficiar a sociedade?
- De que forma as comunidades indígenas podem contribuir para a mudança climática?
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