Moon é professora do Estado Karen que começou a dar aulas em 2014 no distrito de Kawkarate. Rapidamente ficou conhecida pela energia e pela vontade de desafiar métodos antigos: recusava tratar a educação como treino de obediência e defendia que a escola devia estimular o pensamento crítico. Também criticou a forma como uma versão do budismo era imposta nas aulas, dizendo que a mudança devia começar pelos professores.
Com o golpe de 2021, Moon colocou uma fita vermelha no uniforme e participou em protestos. Tornou‑se uma líder local do Movimento de Desobediência Civil; depois os soldados passaram a procurá‑la e o pai decidiu enviá‑la para longe para a proteger. Ela fugiu para Lay Kay Kaw e mais tarde trabalhou em escolas para migrantes além da fronteira, onde enfrentou exploração e baixos salários, mas manteve o ensino como prioridade.
Em Mae Sot, participou do programa do Exile Hub e recebeu formação em podcasting, narração e documentário. Produziu um episódio de Resilient Voices sobre um jovem LGBTQ+ no exílio e co‑criou o episódio "Freedom of Religion and Belief". Diz que se sente mais forte e prática e quer regressar um dia para abrir uma pequena livraria‑café na terra da família.
Palavras difíceis
- educadora — Pessoa que ensina ou educa outros.
- educação — Processo de ensinar e aprender.
- inovadora — Que traz novas ideias ou métodos.
- libertação — Ato de ser livre ou se libertar.
- líder — Pessoa que guia ou lidera um grupo.
- movimento — Grupo de pessoas que trabalham por uma causa.
- esperança — Sentimento de esperar por algo bom.
- adversidade — Situação difícil ou desfavorável.
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Perguntas para discussão
- Como a educação pode ser uma forma de libertação?
- Qual a importância da desobediência civil em situações de crise?
- Por que é importante para Moon continuar a tentar inspirar mudança mesmo no exílio?