Redes sociais e eleições em BangladeshCEFR B2
10/02/2026
Adaptado de Mohammad Tarek Hasan, Global Voices • CC BY 3.0
Foto de Kelly Sikkema, Unsplash
Bangladesh prepara-se para a 13ª Eleição Parlamentar Nacional em 12 de fevereiro de 2026, e a campanha política deslocou‑se em grande parte para as redes sociais. Um relatório sobre o estado digital em 2026 registou um número muito alto de conexões móveis e dezenas de milhões de utilizadores de internet e redes sociais, tornando o ambiente digital um espaço central para comunicar com eleitores, especialmente jovens.
Partidos e candidatos apostam em vídeos, transmissões em direto, publicações curtas, sites de campanha, canções e conteúdos interativos para alcançar diferentes eleitorados. O Daily Sun mostrou contagens elevadas de seguidores para alguns dirigentes, evidenciando o peso das plataformas na visibilidade política.
A Election Commission emitiu regulamentos que obrigam os candidatos a declarar contas oficiais e proíbem difusão de informação não verificada, ataques pessoais e o uso de inteligência artificial para distorcer factos ou manipular imagens e vídeos. Apesar disso, checadores e meios detectaram um aumento de desinformação e conteúdo gerado por IA: o Daily Star identificou quase 97 peças de conteúdo gerado por IA no Facebook antes da eleição, e o Rumor Scanner registou 268 casos de desinformação num mês. Relatos mencionam reações automatizadas "haha" impulsionadas por bots em círculos do Jamaat, BNP, Awami League e NCP, e acusações públicas de campanhas de desinformação por partes como o porta‑voz do BNP.
Plataformas têm adotado medidas, por exemplo o TikTok Bangladesh abriu um "Centro de Informação Eleitoral" com a Election Commission para divulgar atualizações oficiais. Ainda não está claro quão eficazes serão estas regras e ações das plataformas para reduzir as mensagens políticas enganosas, cenário que reflete desafios globais sobre como as ferramentas digitais transformam a disputa eleitoral.
Palavras difíceis
- deslocar — mover-se para outro lugar ou direçãodeslocou‑se
- registar — anotar ou mencionar informação oficialmenteregistou
- difusão — ato de divulgar informação a muitas pessoas
- desinformação — informação falsa partilhada com intenção ou erro
- checador — pessoa ou equipa que verifica factos e informaçãochecadores
- plataforma — serviço online onde se partilha conteúdo e opiniõesplataformas
- manipular — alterar algo para enganar ou controlar perceção
- visibilidade — grau em que algo é visto ou notado
- transmissão — envio de áudio ou vídeo ao vivo pela internettransmissões
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- De que maneiras a forte presença de jovens nas redes sociais pode mudar as campanhas eleitorais?
- Quais obstáculos podem impedir que os regulamentos da Election Commission reduzam a desinformação?
- Que outras ações práticas as plataformas online poderiam implementar para combater conteúdo falso antes das eleições?
Artigos relacionados
Montadoras chinesas de veículos elétricos expandem-se para a África
Montadoras chinesas de veículos elétricos procuram mercados fora dos EUA e Europa após tarifas e controles comerciais. Muitas investem na África como mercado consumidor e local de produção, enquanto governos locais oferecem incentivos e há riscos a considerar.
Pessoas com degeneração macular estimam chegada de veículos de modo semelhante
Um estudo com realidade virtual comparou adultos com degeneração macular relacionada à idade (AMD) e adultos com visão normal. Os resultados mostraram desempenho parecido entre os grupos e nenhuma vantagem clara quando visão e som estavam juntos.
Mídias sociais e câmaras de eco entre pais e filhos rurais
Pesquisadores estudaram jovens rurais que saem para a universidade e seus pais em casa. Encontraram que universidade e uso de mídias sociais tendem a aumentar diversidade e tolerância, mas compartilhar plataformas gera efeitos mistos.
IA transforma cuidados de saúde na África subsaariana
Ferramentas de inteligência artificial começam a mudar o diagnóstico e a gestão de doenças em partes da África subsaariana. Pilotos no Quénia e em outros países mostram reduções em tratamentos errados e tempos de espera, mas existem riscos e necessidades de regulação.