Um estudo liderado pelo Changping Laboratory, em colaboração com a Washington University School of Medicine em St. Louis, identificou a rede somato-cognitiva de ação (SCAN) como núcleo dos problemas centrais do Parkinson. Nico U. Dosenbach descreveu a SCAN e, junto com o autor sênior Hesheng Liu, a equipe investigou se sua disfunção explica a ampla gama de sintomas da doença.
Os pesquisadores analisaram imagens cerebrais de mais de 800 participantes de instituições nos EUA e na China, incluindo pacientes que receberam DBS e tratamentos não invasivos como TMS, ultrassom focalizado e medicamentos. A análise mostrou hiperconectividade entre a SCAN e o subcórtex, região ligada a emoção, memória e controle motor.
Em um pequeno ensaio clínico, pacientes que receberam TMS direcionada à SCAN apresentaram resposta maior do que aqueles estimulados em áreas adjacentes. Os autores afirmam que terapias que reduzem essa hiperconexão tendem a normalizar o circuito de planejamento e coordenação da ação.
Palavras difíceis
- disfunção — problema no funcionamento normal de uma parte
- hiperconectividade — ligação excessiva entre regiões do cérebro
- subcórtex — parte profunda do cérebro abaixo do córtex
- ensaio clínico — estudo com pacientes para testar tratamentos
- normalizar — voltar ao estado ou função usual
- circuito — conjunto de conexões que funciona junto
- coordenação — ação de organizar movimentos ou partes
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Perguntas para discussão
- Você acha que reduzir a hiperconexão entre a SCAN e o subcórtex poderia melhorar a vida dos pacientes? Por quê?
- Quais vantagens você vê em tratamentos não invasivos (como TMS e ultrassom focalizado) comparados a tratamentos mais invasivos?
- Se fosse oferecido um tratamento direcionado à SCAN, que dúvidas ou esperanças você teria sobre ele?
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