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Menos filhos e a queda da diferença salarial nos EUACEFR B2

18/12/2025

Adaptado de U. Michigan, Futurity CC BY 4.0

Foto de Sandy Millar, Unsplash

Nível B2 – Intermediário-avançado
6 min
332 palavras

Um estudo recente publicado na revista Social Forces conclui que a baixa fertilidade nos Estados Unidos contribuiu para o avanço rumo à igualdade salarial entre homens e mulheres. Os autores usam um grande conjunto de dados nacionais sobre o tamanho das famílias de trabalhadores e os seus rendimentos ao longo do tempo, e indicam ainda apoio parcial dos National Institutes of Health.

Os investigadores estimam que 8% do estreitamento da diferença salarial de género resultou do facto de as mulheres terem menos filhos. A análise mostra que, em meados da década de 1980, os trabalhadores americanos tinham em média 2,4 filhos; em 2000 essa média caiu para 1,8 e manteve‑se estável depois desse ano. Nesse período, a remuneração horária média das mulheres passou de cerca de 65% para cerca de 85% da dos homens.

Segundo o estudo, parte desse efeito ocorre porque a parentalidade altera os padrões de trabalho: tornar‑se mãe frequentemente conduz a perdas salariais, em grande parte porque muitas mulheres interrompem a carreira ou reduzem horas para trabalho a tempo parcial, enquanto a paternidade tende a associar‑se a aumentos de rendimento. Os autores sublinham que adiar ou renunciar a ter filhos permitiu a algumas mulheres assegurar empregos contínuos e de maior qualificação, com importantes implicações económicas para gerações futuras.

Alexandra (Sasha) Killewald, professora de investigação no Institute for Social Research da University of Michigan, advertiu: «Aumentar as taxas de natalidade tenderá a alargar a diferença salarial, a menos que encontremos formas de reduzir a penalidade salarial por maternidade.» Ela acrescentou que investimentos públicos em cuidados infantis de alta qualidade e acessíveis poderiam permitir que mais mães trabalhassem por remuneração ou trabalhassem mais horas, se assim o desejarem. Entre as propostas de política estão ainda medidas para apoiar a partilha dos cuidados e reduzir horários de trabalho muito longos.

  • Publicar e financiar serviços de cuidados infantis acessíveis;
  • Promover políticas que incentivem a partilha de cuidados entre pais;
  • Limitar trabalho extraordinário obrigatório e reduzir a semana de trabalho padrão;

Palavras difíceis

  • fertilidadecapacidade ou taxa de ter filhos numa população
  • estreitamentoredução da diferença entre duas quantidades
  • remuneraçãopagamento recebido por trabalho ou serviço
  • parentalidadecondição e responsabilidades de ser pai ou mãe
  • penalidade salarialperda ou redução de salário por razão parental
  • cuidados infantisserviços e atenção destinados à vigilância de crianças
  • qualificaçãonível de formação ou competências para um emprego

Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.

Perguntas para discussão

  • Como acha que serviços de cuidados infantis acessíveis poderiam mudar as decisões profissionais das mães?
  • Que obstáculos práticos existem para incentivar a partilha dos cuidados entre pais na sua opinião?
  • Quais consequências económicas e sociais a longo prazo podem resultar de uma queda persistente da fertilidade?

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