Pesquisadores da Marine Megafauna Foundation e da University of Miami, liderados por Emily Yeager, analisaram vídeos de mantas juvenis gravados entre 2016 e 2021 e revisaram centenas de filmagens. Nos registos, a equipe anotou quais peixes estavam presentes, quantos havia e onde se agrupavam no corpo das mantas.
O estudo identificou quatro famílias de peixes teleósteos que se associam regularmente às mantas juvenis. As rêmoras foram os acompanhantes mais frequentes; elas se prendem a animais maiores com uma barbatana dorsal modificada que funciona como ventosa. Outros acompanhantes comuns incluíram jacks e cobia, que se agregavam perto das brânquias, dos olhos, das asas e da cauda.
Os autores afirmam que essas associações podem ser relativamente estáveis. Como o sul da Flórida é uma área com muitos barcos e pesca recreativa, os animais correm risco de colisões e de emalhe em apetrechos de pesca. Jessica Pate recomendou reduzir a velocidade na superfície e praticar navegação e pesca responsáveis. O estudo foi publicado na revista Marine Biology.
Palavras difíceis
- pesquisador — Pessoa que faz investigação científica.Pesquisadores
- gravar — Registar imagens ou sons em vídeo.gravados
- registo — Anotação ou arquivo de informação observada.registos
- anotar — Escrever observações ou detalhes para guardar.anotou
- teleósteo — Grupo de peixes ósseos com muitas espécies.teleósteos
- rêmora — Peixe que se prende a animais maiores.rêmoras
- ventosa — Estrutura que funciona como sucção ou fixação.
- emalhe — Ficar preso em redes ou apetrechos de pesca.
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Como você acha que reduzir a velocidade na superfície pode proteger as mantas?
- Você já viu ou ouviu falar de animais marinhos presos em apetrechos de pesca? Conte brevemente.
- Que outras medidas, além de navegação responsável, poderiam reduzir os riscos para animais marinhos nesta área?
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