O estudo de longa duração no Parque Nacional de Kibale, iniciado em 1995 pelo Ngogo Chimpanzee Project, acompanhou um grande grupo de chimpanzés que chegou a ter cerca de duzentos indivíduos. Entre 1998 e 2014 o conjunto viveu como uma única unidade, mas a partir de 2015 surgiram tensões entre dois subgrupos chamados central e western.
Em 2016 o grupo western enviou uma patrulha territorial e houve confrontos; em 2018 membros do western mataram um macho jovem adulto do central. Ao longo dos sete anos seguintes o western matou sete machos maduros e 17 filhotes, totalizando mais de vinte mortes. No momento da cisão o western tinha 76 indivíduos e o central 116. Grupos maiores costumam usar vantagem numérica para atacar, mas o central não retaliou.
Os autores, entre eles John Mitani e Aaron Sandel, destacam que a violência ocorreu entre antigos aliados e questionam explicações simples sobre guerra apenas por marcadores culturais. Eles também apontam fatores como tamanho do grupo e mortes anteriores de machos em 2014 como possíveis causas da cisão.
Palavras difíceis
- cisão — separação de um grupo em partes distintas
- patrulha territorial — grupo que vigia e protege uma área
- tensão — situação de conflito ou pressão entre pessoastensões
- retaliar — responder a uma agressão com outra agressãoretaliou
- subgrupo — parte menor de um grupo maiorsubgrupos
- aliado — pessoa ou grupo que apoia outroaliados
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Perguntas para discussão
- Por que os autores dizem que explicações só por marcadores culturais são demasiado simples?
- Como o tamanho do grupo pode influenciar a decisão de atacar outro grupo?
- Que fatores, além da vantagem numérica, podem levar a uma cisão entre membros que eram aliados?
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