A imunoterapia CAR-T tem sucesso em alguns cânceres do sangue, mas funciona pouco em tumores sólidos por causa da baixa penetração, toxicidade e perda do alvo nas células tumorais. As CAR-T tradicionais têm um domínio fixo que mira só uma proteína.
Pesquisadores da Universidade de Chicago criaram o GA1CAR, um sistema modular em que as células têm um sítio de encaixe. Peças curtas de anticorpo chamadas fragmentos Fab dizem às células para onde ir. Esses Fab têm meia-vida curta, de dois a três dias, e ligam-se de forma reversível. Assim, os médicos podem parar ou trocar os Fab e controlar a terapia. Em modelos animais de câncer de mama e ovário, as GA1CAR-T atacaram tumores e mostraram bom desempenho.
Palavras difíceis
- imunoterapia — tratamento que usa o sistema imune do corpo
- penetração — entrada ou passagem para dentro de algo
- toxicidade — capacidade de causar dano ou efeitos nocivos
- alvo — estrutura ou proteína que se quer atingir
- modular — feito de partes que podem ser trocadas
- fragmento — pequena parte de um anticorpofragmentos
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- O que acha de poder controlar a terapia parando ou trocando os Fab?
- Que vantagens um sistema modular pode ter para tratar tumores sólidos?
- Você aceitaria uma terapia com células que ataca tumores? Por quê?
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