Pesquisadores liderados por Minghao Qiu, da Stony Brook University, publicaram na revista Science Advances uma análise de 2006 a 2023 que liga a fumaça de incêndios florestais a aumentos do ozono ao nível do solo em todo o território continental dos Estados Unidos. Com base em relações exposição‑resposta, a equipe estima mais de 2.000 mortes excessivas por ano atribuíveis ao ozono relacionado à fumaça, com resultados reportados para idades de 65 anos ou mais.
Os autores combinaram medições de ozono de superfície com dados meteorológicos e de satélite e empregaram modelos de aprendizado de máquina para estimar a variação do ozono durante episódios de fogo. Para definir dias com fumaça, usaram o produto de pluma de fumaça do Hazard Mapping System (HMS) da NOAA. Compararam níveis de ozono em dias com e sem fumaça, controlando temperatura e radiação ultravioleta.
O estudo aponta duas implicações principais. Estudos anteriores que se concentraram em material particulado provavelmente subestimaram a carga total para a saúde, porque não consideraram o ozono. Além disso, dias que parecem limpos podem continuar a representar risco, já que partículas e ozono nem sempre coincidem e o ozono é invisível.
Palavras difíceis
- ozono — gás na atmosfera que pode prejudicar a saúde
- fumaça — partículas e gases visíveis de um incêndio
- incêndio — fogo grande que queima áreas naturaisincêndios florestais
- morte — fim da vida de uma pessoamortes
- modelo — método ou programa para prever resultadosmodelos
- subestimar — avaliar algo como menos grave do que realmentesubestimaram
- implicação — consequência ou efeito que algo trazimplicações
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você já esteve em um dia com muita fumaça? Como se sentiu e o que fez para se proteger?
- Que medidas públicas poderiam reduzir os riscos do ozono relacionado à fumaça?
- Como a invisibilidade do ozono muda a forma de avisar a população sobre riscos?
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