Uma nova análise revisou 24 periódicos e mais de 2.000 membros de conselhos editoriais com dados públicos recolhidos entre outubro e dezembro de 2024. Os autores relatam que dois terços dos membros são homens e que mais da metade trabalha em países de alta renda, enquanto menos de 3% são de países de baixa renda.
A distribuição é geopolítica: 40% dos membros pertencem a países do G7 e dois terços a países do G20, ao passo que os países BRICS representam menos de um quarto. Regiões mais afetadas por doenças tropicais, como América Latina, África Subsaariana e Sul da Ásia, estão sub-representadas.
O estudo associa o desequilíbrio editorial a desigualdades de financiamento, indicando que grande parte dos recursos diretos e indiretos vai para institutos em nações não endêmicas. Os autores recomendam políticas de diversidade, mentoria, recrutamento transparente e parcerias para financiar cientistas onde as doenças ocorrem.
Palavras difíceis
- análise — estudo detalhado de dados ou informação
- conselho editorial — grupo que decide sobre publicação em revistasconselhos editoriais
- desigualdade — diferença injusta no acesso a recursosdesigualdades
- financiamento — dinheiro para pagar projetos ou pesquisas
- sub-representado — com menos representantes do que o esperadosub-representadas
- endêmico — doença comum em determinada regiãoendêmicas
- recrutamento — processo de escolher novas pessoas para vaga
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você acha importante que conselhos editoriais incluam cientistas de países afetados por doenças tropicais? Por quê?
- Qual das recomendações do estudo (diversidade, mentoria, recrutamento transparente, parcerias) você consideraria mais fácil de aplicar numa revista pequena? Explique.
- De que forma a falta de financiamento local pode influenciar a pesquisa sobre doenças em regiões endêmicas?
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