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China e a Ásia Central: investimentos e energia — Nível B2 — blue and brown building with blue and brown archway under blue sky

China e a Ásia Central: investimentos e energiaCEFR B2

4/12/2025

Nível B2 – Intermediário-avançado
6 min
319 palavras

Nos últimos vinte anos, a China consolidou-se como ator diplomático, comercial e político relevante na Ásia Central, financiando projetos de infraestrutura e indústria que vão desde produção de veículos elétricos e processamento de resíduos até energia renovável e mineração. Global Voices entrevistou a professora Elzbieta Pron, da University of Silesia, sobre como essa cooperação se desenvolveu.

A China apresentou a Belt and Road Initiative (BRI) em 2013 e muitos analistas consideram a Ásia Central um campo de testes para suas estratégias. A geografia explica parte do interesse: o Cazaquistão partilha uma longa fronteira com a Região Autônoma Uigur de Xinjiang e oferece uma rota em direção ao Cáucaso e à Europa, o que facilita conexões práticas.

Os governos locais acolheram a BRI também por mudanças no equilíbrio regional após a formação da União Aduaneira em 2010, institucionalizada em 2015 como a União Econômica Euroasiática. Essa integração com a Rússia facilitou trocas com Moscou, mas tornou mais complexas as relações comerciais com a China. Por isso, a maioria dos Estados prefere políticas externas multivetoriais e usa financiamento e obras chinesas para ligar-se a redes globais de transporte e comércio.

A dimensão energética das relações tem aspectos domésticos e diplomáticos. Internamente, a China busca diversificar sua matriz, apesar das grandes reservas de carvão; a hidreletricidade já responde por cerca de 15% da energia. Externamente, projetos solares e eólicos construídos por empresas chinesas funcionam também como instrumentos políticos, demonstrando capacidade tecnológica e compromisso com parcerias. Nos últimos cinco a seis anos, Uzbequistão e Cazaquistão mostraram maior interesse em renováveis; o Uzbequistão está ativo no desenvolvimento hidrelétrico ao longo do rio Pskem em 2025.

Pron prevê que a China continuará a promover ativamente projetos da BRI na região. Os governos devem manter uma cooperação pragmática enquanto preservam sua independência, embora reações públicas por vezes levem autoridades locais a revogar acordos pró-chineses, arrendamentos de terras ou partes de contratos pouco divulgadas.

Palavras difíceis

  • consolidou-setornar mais forte e estável ao longo do tempo
  • infraestruturaconjunto de obras e serviços para funcionamento
  • multivetoriaisque envolve vários parceiros e direções políticas
  • hidreletricidadeenergia elétrica gerada pela força da água
  • arrendamentoscontrato de uso de terra por pagamento
  • revogaranular ou cancelar formalmente uma decisão
  • matrizconjunto de fontes de energia de um país

Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.

Perguntas para discussão

  • Como os países da Ásia Central podem equilibrar cooperação com a China e a preservação da sua independência? Dê razões e exemplos.
  • Que vantagens e riscos existem em projetos de energia renovável financiados por empresas chinesas na região?
  • De que forma as ligações físicas (rodovias, ferrovias) financiadas pela China podem mudar o comércio regional?

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