Barragens chinesas em Angola: energia e dívidaCEFR B1
17/12/2025
Adaptado de Vivian Wu, Global Voices • CC BY 3.0
Foto de Isaac Lind, Unsplash
Quando a barragem de Laúca começou a operar no rio Kwanza, foi apresentada como um avanço para a energia verde de Angola. A obra, construída por empreiteiros chineses, acrescentou mais de 2,000 megawatts à rede nacional. Outro projeto citado é Caculo Cabaça, apontado como o maior projeto hidrelétrico de África.
Veículos ligados à Belt and Road Initiative e uma matéria de março de 2024 na China Pictorial destacaram o uso de instrumentos como green bonds, green loans e fundos de desenvolvimento verde. Relatórios mostram que Angola recebeu grandes empréstimos chineses, muitos ligados a reembolsos em petróleo; dados do Global Development Policy Center indicam USD 40 billion em empréstimos.
Com a queda dos preços do petróleo depois de 2014, o serviço da dívida passou a consumir mais receita pública. Investigações locais e organismos internacionais assinalam falta de transparência e vulnerabilidade financeira, enquanto a geração aumentou e problemas na distribuição e pobreza energética persistem.
Palavras difíceis
- barragem — estrutura que retém água para gerar energia
- empreiteiro — empresa ou pessoa que faz grandes obrasempreiteiros
- megawatt — unidade para medir potência elétricamegawatts
- hidrelétrico — relacionado à energia produzida por água
- empréstimo — dinheiro recebido que deve ser devolvidoempréstimos
- serviço da dívida — pagamento de juros e parcelas de empréstimos
- transparência — clara informação pública sobre decisões e gastos
- pobreza energética — falta de acesso confiável à energia
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Quais problemas o texto diz que persistem apesar do aumento da geração de energia?
- De que modo os empréstimos estrangeiros podem tornar um país financeiramente vulnerável, segundo o artigo?
- Que ações simples você sugeriria para aumentar a transparência em grandes projetos de energia?
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