Pesquisadores liderados por Iman Noshadi, da University of California, Riverside, cultivaram tecido funcional com semelhança ao cérebro sem usar materiais de origem animal nem revestimentos biológicos. O trabalho, com Prince David Okoro como autor principal, está descrito na revista Advanced Functional Materials. A equipe remodelou polietilenoglicol (PEG) em uma matriz texturizada com poros interconectados para que as células reconheçam e colonizem o andaime.
O PEG é normalmente quimicamente neutro e não permite fixação celular sem proteínas adicionadas. Para formar o andaime poroso, a equipe fez fluir água, etanol e PEG por capilares de vidro aninhados e usou um clarão de luz para estabilizar a separação e travar a estrutura. Os poros permitem circulação de oxigênio e nutrientes para alimentar células-tronco doadas.
Quando maduras, as células mostram atividade neural específica do doador, o que permite testar medicamentos diretamente para condições neurológicas. O andaime tem cerca de 2 milímetros de largura e os pesquisadores trabalham para ampliar o modelo e estudar culturas interconectadas de órgãos.
Palavras difíceis
- matriz — estrutura com forma que sustenta tecido
- poro — pequena abertura que permite passagemporos
- andaime — estrutura usada para apoiar células no laboratório
- polietilenoglicol — polímero sintético usado como material em pesquisaPEG
- neutro — que não reage quimicamente com outras substâncias
- célula-tronco — célula que pode virar vários tipos de célulascélulas-tronco
- capilar — tubo muito fino usado para mover líquidoscapilares
- estabilizar — tornar algo firme ou manter sua forma
- colonizar — ocupar um lugar e crescer nesse localcolonizem
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Perguntas para discussão
- Que vantagem tem usar um material sem origem animal para cultivar tecido?
- Como a circulação de oxigênio e nutrientes pode ajudar as células-tronco na cultura?
- Você acha importante testar medicamentos em tecido com atividade neural do doador? Por quê?
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