Um novo estudo, publicado no Journal of Clinical Investigation, sugere que reforçar o relógio biológico pode ajudar a recuperar a função cerebral após um acidente vascular cerebral. O trabalho concentrou-se no sistema glinfático, descoberto em 2012, que desloca líquido cefalorraquidiano pelo cérebro para remover resíduos. Pesquisas de 2020 mostraram que a atividade glinfática tem ritmos diários independentes do sono.
Os pesquisadores testaram intervenções conhecidas por influenciar ritmos circadianos: exposição à luz em horários determinados, melatonina, um fármaco que atua no relógio e alimentação com restrição temporal. Todas aumentaram a função glinfática em animais saudáveis. Em modelos de AVC, a equipe testou o fármaco específico e a restrição temporal de alimentação.
O tratamento começou três dias depois do AVC, além da janela para terapias trombolíticas. Os animais tratados mostraram melhor recuperação motora, volumes de lesão menores, fluxo glinfático mais eficiente e níveis mais baixos de citocinas inflamatórias no cérebro. Como as conclusões vêm de modelos animais, são necessários mais estudos para avaliar causa e possíveis ensaios clínicos.
Palavras difíceis
- relógio biológico — sistema interno que regula ritmos do corpo
- sistema glinfático — rede cerebral que remove resíduos com líquido
- líquido cefalorraquidiano — líquido que circula no cérebro e medula
- ritmo circadiano — padrões diários de atividade do corporitmos circadianos
- melatonina — hormônio que influencia sono e ritmo circadiano
- citocina — proteína que participa da resposta inflamatóriacitocinas
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Perguntas para discussão
- Quais dessas intervenções (luz, melatonina, fármaco, alimentação restrita) você acha mais fácil de aplicar em hospitais? Por quê?
- Que vantagens e quais cuidados você imagina serem necessários antes de testar essas intervenções em pessoas?
- Que mudanças no seu dia a dia poderiam reforçar o seu próprio relógio biológico?
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