Cientistas descobriram recentemente uma estranha zona quente nas camadas profundas de Marte. Enquanto recolher informações sobre a superfície de Marte tem sido fácil, descobrir o que acontece debaixo do solo sempre foi muito difícil. Para resolver este problema, os investigadores desenvolveram uma nova técnica chamada tomografia de maré.
Este método inovador permite utilizar satélites existentes para examinar o interior dos planetas. Num estudo publicado na revista Nature, uma equipa liderada por Alexander Byrne, da Universidade do Arizona, usou esta técnica para encontrar uma anomalia térmica no hemisfério sul de Marte.
Os resultados mostram que este ponto quente tem temperaturas entre 200 e 400 graus Celsius mais elevadas do que as regiões vizinhas. Este trabalho baseia-se em pesquisas anteriores da professora Harriet Lau, da Universidade Brown, que tinha usado o método para estudar a Terra.
Trabalhando com o investigador Nick Wagner, a equipa adaptou a técnica para Marte com sucesso. No futuro, os cientistas esperam aplicar este método também à Lua, revelando novos pormenores sobre o seu interior.
Palavras difíceis
- anomalia — Algo que é diferente do normal ou esperado.
- investigador — Pessoa que faz estudos e pesquisas científicas.investigadores
- técnica — Um método ou maneira específica de fazer algo.
- camada — Uma folha ou nível que cobre uma superfície.camadas
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Porque é que estudar o interior de Marte tem sido mais difícil do que estudar a sua superfície?
- De que maneira os cientistas conseguiram descobrir esta zona quente nas camadas profundas de Marte?
- Em que outros lugares os cientistas esperam usar esta técnica no futuro?
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