Um novo estudo da Brown University pode mudar como cientistas desenvolvem alguns medicamentos contra o câncer. A via PI3K–mTOR–Akt é a mais frequentemente alterada no câncer, e no seu centro está a proteína mTOR, que atua como motor de dois complexos distintos: mTORC1 e mTORC2.
Grande parte dos fármacos que têm como alvo o mTOR afeta tanto o mTORC1 quanto o mTORC2. Taylor e seus colegas destacam um problema-chave dessa abordagem: a inibição de mTORC1 pode tornar as células cancerosas mais resistentes à quimioterapia, limitando o benefício desses medicamentos.
Na pesquisa publicada na revista Science, Taylor e a equipe investigaram como o mTORC2 encontra e reconhece seus alvos. Eles mostram que é possível bloquear seletivamente o mTORC2, mantendo o mTORC1 funcional, o que pode interromper sinais de crescimento sem disparar vias de sobrevivência associadas à inibição de mTORC1.
Os autores dizem que já trabalham em projetos de medicamentos que atuem especificamente no lado da via relevante para o câncer; a divulgação da pesquisa veio da Brown University e apareceu no Futurity.
Palavras difíceis
- via — sequência de reações que leva a efeitos celulares
- proteína — molécula do corpo com funções específicas
- complexo — grupo de proteínas que trabalham juntascomplexos
- inibição — ato de reduzir ou bloquear uma atividade
- resistente — que não é afetado facilmente por um tratamentoresistentes
- seletivamente — apenas em uma parte ou alvo específico
- alvo — o componente que um medicamento pretende afetaralvos
- quimioterapia — tratamento com drogas para matar células cancerosas
- bloquear — impedir a ação ou funcionamento de algo
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você acha que bloquear só o mTORC2 seria uma boa estratégia contra o câncer? Por quê?
- Que vantagens poderia ter manter o mTORC1 funcional durante um tratamento?
- Como a divulgação da pesquisa por universidades e sites como Futurity pode influenciar a opinião pública sobre novos tratamentos?
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