Grupos de investigação e organizações não governamentais usam inteligência artificial para aumentar o acesso à informação de saúde sexual e reprodutiva. Os projetos procuram alcançar jovens e grupos marginalizados, como comunidades indígenas e pessoas trans.
No Peru há um chatbot em quéchua chamado TeleNanu, que usa IA e um modelo de aconselhamento em cinco etapas para criar confiança e compreender necessidades. Parteiras treinaram o sistema com normas da Organização Mundial da Saúde e do ministério local. A plataforma recebeu mais de 88.000 consultas no último ano em quéchua e espanhol.
A organização APROPO lançou o NOA, disponível no WhatsApp, na web e nas redes sociais, e diz que treinou o sistema com dados locais e internacionais. APROPO pretende atingir 100.000 adolescentes até 2026.
Palavras difíceis
- inteligência artificial — programas e sistemas que fazem tarefas humanas
- investigação — procura organizada por informação ou conhecimento novo
- aconselhamento — conversa com orientação para ajudar uma pessoa
- marginalizado — grupo com pouco acesso a serviços e direitosmarginalizados
- indígena — pessoa ou comunidade originária de um territórioindígenas
- parteira — profissional que ajuda no parto e gravidezParteiras
- treinar — ensinar um sistema ou pessoa a fazer uma tarefatreinaram, treinou
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Você acha útil ter chatbots em línguas indígenas? Por quê?
- Que vantagens um sistema treinado com normas locais e internacionais pode ter?
- Como jovens podem usar essas plataformas para informação de saúde?
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