Pesquisadores publicaram em Science Advances a identificação de biomarcadores no sangue capazes de distinguir o câncer de mama inflamatório (IBC) de outros subtipos. A descoberta oferece uma forma menos invasiva de detectar IBC em estágios iniciais, acompanhar a progressão da doença e orientar o desenvolvimento de tratamentos para pacientes com essa forma agressiva.
A equipe empregou um novo método de sequenciamento de RNA chamado TGIRT, que usa uma enzima mais robusta para capturar RNAs complexos e fragmentados. Métodos padrão perdiam alguns desses RNAs porque têm dificuldade com material degradado.
Os pesquisadores observaram níveis mais altos de RNAs não codificantes e maior contagem de leucócitos no sangue de pacientes com IBC do que em pessoas saudáveis ou com não-IBC. Encontraram também muitos fragmentos de introns no plasma de IBC, enquanto o plasma saudável apresentava principalmente fragmentos de mRNA. Essas diferenças apareceram nos tumores, nas células sanguíneas periféricas e no plasma, sugerindo ativação imune e desequilíbrios no splicing do RNA que reduzem a produção de mRNA.
Palavras difíceis
- biomarcador — sinal medido no corpo que indica doençabiomarcadores
- sequenciamento — processo de ler a sequência de nucleótidos
- enzima — proteína que acelera reações químicas no corpo
- leucócito — célula do sangue que participa da defesaleucócitos
- intron — sequência não codificante removida durante processamentointrons
- rna não codificante — RNA que não serve para produzir proteínaRNAs não codificantes
- splicing — processo que une e separa partes do RNA
Dica: passe o mouse, foque ou toque nas palavras destacadas no artigo para ver definições rápidas enquanto lê ou ouve.
Perguntas para discussão
- Como a detecção de biomarcadores no sangue pode mudar o tratamento de pacientes com IBC?
- Quais vantagens você vê em um método menos invasivo para detectar câncer?
- Que desafios podem existir para implementar o método TGIRT em hospitais?
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