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Crescimento da influência da China no Quirguistão e reações públicas — Nível B2 — A large building with a lot of flags in front of it

Crescimento da influência da China no Quirguistão e reações públicasCEFR B2

20/11/2025

Nível B2 – Intermediário-avançado
7 min
366 palavras

A presença económica e política da China no Quirguistão cresceu nos últimos anos e foi formalizada em 2023, quando as relações foram elevadas a parceria estratégica abrangente. A cooperação envolve mineração, agricultura, energia, transportes e outros setores, e a China tornou-se o principal credor e investidor do país.

Essa influência gerou reacções públicas diversas. Dados citados por investigadores indicam que mais de dois terços dos protestos na região entre 2018 e 2021 dirigidos a atores estrangeiros focaram-se na China. A violência mais intensa ocorreu em outubro de 2020, num contexto de eleições contestadas que criaram um vazio de poder: negócios chineses foram atacados, instalações incendiadas e trabalhadores sofreram extorsão. Em resposta a protestos locais, o governo cancelou em 2020 um terminal de logística de $280 million na fronteira com a China.

Queixas ambientais e de saúde são um dos motores da contestação. Casos relatados incluem multas por emissões na refinaria Junda em Kara-Balta e mortes de gado perto da mina de ouro Solton-Sary, explorada pela Zhong Ji, o que reforça a perceção de danos a ecossistemas e à saúde pública. O receio sobre migração e a dependência financeira — a China detém mais de um terço da dívida externa — também alimentam críticas. Atores políticos, como o populista Sadyr Japarov, e grupos nacionalistas mais violentos, como o Kyrk Choro, amplificaram esses temas.

O Estado reagiu apertando o controlo sobre a sociedade civil e os media; protestos foram proibidos no centro de Bishkek desde março de 2022. A China, por sua vez, intensificou a assistência de segurança, permitiu a operação de pelo menos seis empresas privadas de segurança e viu a Zhongjun Junhong Group receber uma licença de armas em 2016. Paralelamente, investiu em soft power com três Institutos Confúcio, bolsas para estudantes e formação técnica: o Bishkek Luban Workshop, inaugurado em 2024, foca-se em hidreletricidade e construção de estradas, sinalizando aposta em formação e investimento de maior valor. Ainda não está claro até que ponto esses esforços irão alterar perceções a longo prazo.

  • Setores de cooperação: mineração, agricultura, energia, transportes.
  • Incidentes-chave: outubro de 2020 e cancelamento do terminal em 2020.
  • Mudanças: proibição de protestos no centro de Bishkek desde março de 2022.

Palavras difíceis

  • parceriarelação formal entre dois atores
    parceria estratégica abrangente
  • credorentidade que empresta ou concede crédito
  • protestomanifestação pública contra algo ou alguém
    protestos
  • extorsãoobter dinheiro por ameaça ou violência
  • emissãolibertação de poluentes para o ambiente
    emissões
  • ecossistemaconjunto de seres vivos e ambiente interligados
    ecossistemas
  • dependênciasituação de necessidade de apoio financeiro externo
  • apertartornar mais rígido ou restrictivo um controlo
    apertando

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Perguntas para discussão

  • Que efeitos podem ter as queixas ambientais e de saúde nas relações entre a China e a população local?
  • De que forma a presença de empresas privadas de segurança e licenças de armas pode mudar a perceção pública sobre a China?
  • A aposta em formação técnica e bolsas pode reduzir as críticas a longo prazo? Por quê?

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